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MANUTENÇÃO E MONTAGEM

NOTICIA

03/04/2025

Anatel analisa nesta quinta a expansão da Starlink no Brasil; empresa de Musk quer lançar mais 7,5 mil satélites

Agência solicitou mais informações técnicas e regulatórias sobre os impactos da expansão. Análise inclui temas como segurança de dados e cumprimento de regras nacionais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) analisa nesta quinta-feira (3) o pedido da Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, para ampliar a sua cobertura no Brasil lançando mais 7.500 satélites não geoestacionários. ? satélites não geoestacionários ou de ?baixa órbita? são satélites em órbita circular em torno do planeta com velocidades de rotação diferentes. Ou seja, para um observador em terra, o satélite se move --é ?não estacionário?. ?esses satélites têm sido usados para prover internet de alta velocidade, conectando regiões de difícil acesso à infraestrutura de telecomunicações tradicional. Hoje, a Starlink tem autorização da Anatel para operar 4.408 satélites desse tipo até 28 de março de 2027. Em nota, a agência informou ao g1 que solicitou informações técnicas e regulatórias sobre os impactos da expansão da Starlink no Brasil, dado o caráter estratégico da tecnologia. Musk faz parte do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou um ?tarifaço global? contra parceiros comerciais na quarta-feira (2). O Brasil será taxado com uma alíquota de 10%. ?O uso eficiente dos recursos de espectro e órbita, a garantia da segurança dos dados, assim como o compliance com as normas nacionais que regem a exploração de satélites são pontos verificados na análise desse tipo de matéria?, disse a Anatel. A agência destaca que esse tipo de verificação é importante para os satélites de baixa órbita, uma vez que são tecnologias mais recentes em relação aos satélites tradicionais, que são geoestacionários. Contudo, segundo a Anatel, o pedido de mais análises técnicas poderia ter sido feito ?para qualquer sistema de satélites de baixa órbita?. ?Mas a Starlink foi o primeiro grande sistema autorizado no Brasil e é o primeiro que está solicitando expansão, motivo pelo qual é necessário buscar informações suficientes para uma análise completa da situação?, continuou. O que é e como funciona a Starlink, serviço de internet de Elon Musk Além da empresa de Musk, outras companhias estão interessadas em oferecer esse tipo de solução no Brasil. Em novembro de 2024, a Telebras assinou um acordo com a chinesa SpaceSail para atuar com serviço de internet de alta velocidade transmitida por satélites não geoestacionários. Como os satélites da Starlink operam Kayan Albertin/g1 O regulamento geral de exploração de satélites, norma de 2021, regula os satélites de baixa órbita no Brasil. No documento, a Anatel estabelece que os sistemas têm que coexistir, de modo a evitar restrição à competição. Além disso, a agência também pode alterar a autorização de operação no Brasil caso verifique risco à competição.

02/04/2025

Tabela de 'tarifaço' de Trump vira meme; confira

Presidente dos EUA usou lista para anunciar novas tarifas de importação para diversos países nesta quarta-feira (2). Anúncio de 'tarifaço' de Trump com tabelão gera memes na web O 'tarifaço' anunciado nesta quarta-feira (2) por Donald Trump, virou meme nas redes sociais, em especial por conta da tabela mostrada pelo presidente dos Estados Unidos. Trump anunciou que o país passarão a cobrar 10% de todas as importações do Brasil, como parte do decreto que estabelece tarifas recíprocas aos parceiros comerciais dos EUA. Os memes incluem Trump como um garçom que segura um cardápio e como um recordista em falar bobagem. Em outro, as tarifas da lista são trocadas por um aviso aos países: "Vocês estão ferrados". Meme após 'tarifaço' de Trump Reprodução Trump anuncia novas tarifas e internet não perdoa Reprodução Meme após 'tarifaço' anunciado por Donald Trump Reprodução Tabela usada em discurso de Trump vira meme Reprodução Initial plugin text Initial plugin text

02/04/2025

Amazon faz oferta para comprar TikTok nos EUA, diz jornal

Segundo o The New York Times, a gigante do varejo entregou uma carta ao vice-presidente dos EUA com a proposta de assumir a operação da rede social chinesa no país. TikTok tenta nova estratégia para não ser banido dos EUA Dado Ruvic/Illustration/Reuters A Amazon fez uma oferta para comprar o TikTok e assumir sua operação nos Estados Unidos, segundo o jornal The New York Times. A plataforma tem até o dia 5 de abril para encontrar um comprador e continuar funcionando no país. A carta com a proposta, que não teve o valor divulgado, foi entregue ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, e a Howard Lutnick, secretário de Comércio. Segundo o jornal, pessoas envolvidas nas negociações não acreditam que as duas empresas chegarão a um acordo. Questionada pela Reuters, a Amazon se recusou a comentar a informação, e o TikTok não respondeu ao contato. As ações da Amazon subiram cerca de 2% após a notícia da proposta de última hora pelo TikTok, informou a agência. Ainda segundo a Reuters, Trump discutiu o futuro do aplicativo em uma reunião na Casa Branca, nesta quarta-feira (2), com Vance, Lutnick, o conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz, e a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. Prazo no limite O futuro do TikTok nos Estados Unidos é incerto desde que uma lei sancionada pelo Congresso em 2024 determinou que a chinesa ByteDance, proprietária do aplicativo, encontrasse um comprador para que ele continuasse funcionando no país. O prazo inicial era 19 de janeiro, um dia antes de Donald Trump assumir a presidência. O TikTok chegou a suspender suas atividades nos Estados Unidos, mas voltou ao ar quando Trump decidiu adiar a aplicação da lei por dois meses e meio. O prazo vai até o próximo sábado (5). Em março, Trump disse, sem citar nomes, que quatro grupos haviam demonstrado interesse em comprar o TikTok nos EUA. No domingo, o presidente afirmou que o negócio seria fechado antes do prazo. As negociações lideradas pela Casa Branca envolvem uma eventual redução da propriedade chinesa sobre o TikTok para menos de 20%, conforme exigido pela lei, de acordo com a Reuters. LEIA TAMBÉM: De crítico do TikTok a 'salvador': entenda como Trump mudou de posição sobre a rede social Por que os EUA ameaçam banir o TikTok? Na época da aprovação da lei, em 2024, o governo dos EUA alegou que o TikTok coleta dados confidenciais de americanos e que isso representa um risco à segurança nacional. O argumento motivou a elaboração da legislação que baniria o aplicativo no país caso ele não fosse vendido. Os EUA temem que a China utilize as informações de mais de 170 milhões de usuários americanos da plataforma para atividades de espionagem. A ByteDance, dona do TikTok, sempre negou essa acusação. Trump: EUA devem ficar com metade do TikTok

02/04/2025

O que é Cobalt Strike, programa citado em depoimento sobre monitoramento da Abin ao Paraguai

Funcionário da Abin relatou à PF suposta invasão aos sistemas do governo paraguaio. Ação tinha como objetivo obter dados sigilosos sobre valores em negociação de Itaipu, segundo o depoimento. Cobalt Strike Divulgação/Fortra O programa Cobalt Strike foi citado por um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em depoimento à Polícia Federal sobre a suposta espionagem brasileira ao Paraguai. Segundo o relato, nessa operação, houve o uso de ferramentas de intrusão como Cobalt Strike e o envio de e-mails com engenharia social para capturar senhas, cookies de sessão e acessos de autoridades paraguaias. Suposta espionagem paralela da Abin causa atrito entre Brasil e Paraguai O objetivo seria obter informações sigilosas sobre negociações da usina de Itaipu, que pertence aos dois países. Em nota, o governo Lula disse que interrompeu a ação assim que ficou sabendo dela, em março de 2023. As informações foram publicadas pelo portal UOL. A TV Globo teve acesso a trechos do depoimento. O que é o Cobalt Strike Cobalt Strike Divulgação/Fortra O Cobalt Strike é um programa preventivo: ele serve para empresas simularem invasões a sistemas internos e identificar brechas que devem ser corrigidas antes que ocorram ataques reais. E funciona como um programa comum de computador, com um visual simples que permite configurar o ataque que será testado. Ele é vendido pela empresa americana de cibersegurança Fortra, que diz ter clientes como IBM e Coca-Cola. O Cobalt Strike foi criado em 2012 e comprado pela Fortra em 2020. A licença básica para usar o programa custa US$ 3.540 (cerca de R$ 20 mil). Como o Cobalt Strike funciona Para atacar o computador da empresa ou de terceiros, o Cobalt Strike pode aproveitar alguma vulnerabilidade de segurança já conhecida. Ou usar o chamado "phishing", tática em que a vítima é induzida a baixar um arquivo malicioso por um anexo no e-mail ou um link falso, por exemplo. Com acesso à máquina atacada, o programa instala o "beacon", um arquivo malicioso que se comunica com o atacante e realiza comandos enviados por ele. "A partir do momento em que você insere o 'beacon' em um computador externo, você pode inserir qualquer coisa dentro dessa máquina, como um vírus", disse o diretor de operações da empresa de segurança da informação Grupo Aplidigital, Fellipe Canale. Segundo o especialista, o usuário comum pode ser vítima e perder o controle de seu computador. Mas cibercriminosos preferem alvos grandes, como empresas, por terem uma possiblidade maior de retorno financeiro. Governo do Paraguai convoca embaixador do Brasil Programa tem versão pirata O gerente de engenharia de segurança da Check Point Software, Fernando de Falchi, explica ainda que existem relatos de uma versão falsa usada para atacar terceiros. "É uma cópia pirata em que mexem no código e vendem com outras características para trabalhar com ataques não legítimos". "A ideia do Cobalt Strike é ter um teste de penetração. A ideia do cibercriminoso é alterar a ferramenta e ela funcionar para o que ele quiser", destaca. Em junho de 2024, a National Crime Agency (NCA), agência do governo do Reino Unido, coordenou uma operação internacional contra versões pirata do programa. "Desde meados da década de 2010, versões pirateadas e não licenciadas do software, baixadas por criminosos em mercados ilegais e na dark web, ganharam a reputação de serem a principal ferramenta de intrusão em redes para quem busca realizar ataques cibernéticos", descreveu a NCA na época. O método atrai cibercriminosos porque é difícil identificar a invasão, diz Canale. "É um sistema muito bem-feito e precisa de ferramentas muito boas de cibersegurança para conseguir identificar e barrar essa comunicação". World: conheça projeto que paga criptomoedas por registro de íris IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

02/04/2025

Por que Val Kilmer perdeu a voz e como IA pode ter ajudado ator a 'falar' no filme 'Top Gun'

Kilmer forneceu registros de sua voz para uma empresa de inteligência artificial treinar um algoritmo capaz de recriá-la. No entanto, os produtores de 'Top Gun: Maverick' negam ter usado a tecnologia no filme. Val Kilmer em 11 de setembro de 2011 Jason Merritt / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP Val Kilmer, ator que viveu o Batman em "Batman Eternamente", morreu nesta terça-feira (1º), aos 65 anos, devido a uma pneumonia. A informação é do The New York Times e a causa da morte foi confirmada por sua filha, Mercedes Kilmer. Seu último filme foi "Top Gun: Maverick" (2022), no qual reprisou o papel do tenente Tom "Iceman" mais de 30 anos após a versão original. Mas a confirmação de seu nome no elenco gerou dúvidas, já que ele havia perdido a capacidade de falar devido a um câncer na garganta. O diagnóstico do câncer veio em 2014, e o ator passou por vários tratamentos, incluindo uma traqueotomia, até perder a voz, segundo o portal Business Insider. Ele só confirmou a doença publicamente em 2017. Em 2022, reportagens das revistas Variety e Fortune mostraram que os produtores de "Top Gun: Maverick" afirmaram não ter usado inteligência artificial. No entanto, as publicações mencionam relatos de que a tecnologia foi utilizada para recriar a voz de Kilmer no filme. Ator forneceu horas de gravações de sua voz Aparição de Val Kilmer em 'Top Gun: Maverick' Reprodução Segundo a revista Variety, o próprio Val Kilmer anunciou, em 2021, que havia firmado um acordo com a Sonantic, uma empresa de inteligência artificial especializada em conversão de texto em fala. Ele forneceu horas de gravações de sua voz para treinar um algoritmo capaz de recriá-la. Segundo a BBC, Val Kilmer compartilhou 40 anos de gravações caseiras, incluindo registros dele falando com uma caixa de voz após a cirurgia de câncer. "Geramos mais de 40 modelos de voz diferentes e selecionamos o melhor, de mais alta qualidade e mais expressivo", afirmou John Flynn, cofundador da Sonantic, à Forbes. No entanto, ele não associou esse trabalho diretamente ao filme "Top Gun: Maverick". "Sou grato a toda a equipe da Sonantic que restaurou minha voz com maestria de uma maneira que nunca imaginei ser possível", disse Kilmer. Segundo a Fortune, Mercedes Kilmer acompanhou o pai nas gravações de "Top Gun". "Eles foram capazes de dublá-lo com sua própria voz, o que é incrível. É um feito tão técnico, ser capaz de projetar sua voz dessa maneira, que é uma extensão do feito técnico do filme", disse ela em entrevista ao portal Page Six. Val Kilmer, ator de 'Batman' e 'Top Gun', morre aos 65 anos IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

02/04/2025

Apenas 2 dos top 10 bilionários da tecnologia viram suas fortunas encolherem em um ano; veja quem

A maioria ficou mais rica de um ano para o outro, mas Bill Gates e Steve Ballmer, ambos da Microsoft, viram suas fortunas encolherem, segundo a lista da Forbes. Musk, Zuckerberg e Bill Gates: por que os bilionários da tecnologia estão 'mais pobres' em 2023 Reprodução A revista Forbes divulgou a lista das pessoas mais ricas do mundo em 2025. Como acontece todos os anos, o ranking é dominado por bilionários do setor de tecnologia, incluindo Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos. Comparado ao ano passado, a maioria deles aumentou sua fortuna em 2025. No entanto, a lista revela que dois nomes perderam dinheiro: Bill Gates e Steve Ballmer, ambos bilionários que fizeram fortuna na Microsoft. No ranking de 2024, no setor de tecnologia, Gates era o 5º mais rico, enquanto Ballmer ocupava a 6ª posição. Em 2025, Ballmer aparece em 7º lugar, e Gates caiu para 8º. Entre os demais bilionários da tecnologia, o destaque é Elon Musk - sua fortuna saltou de US$ 195 bilhões em 2024 para US$ 342 bilhões neste ano, um crescimento expressivo em relação aos seus colegas. Veja, a seguir, as pessoas mais ricas da tecnologia em 2025, segundo a Forbes: 1º Elon Musk Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder Fortuna em 2025: US$ 342 bilhões Fortuna em 2024: US$ 195 bilhões Fortuna em 2023: US$ 180 bilhões Dono do X, da Tesla e da SpaceX, Elon Musk é hoje a pessoa mais rica do mundo, atrás apenas de Mark Zuckerberg, da Meta. Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, o empresário nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve 12 filhos. Atualmente, o bilionário também faz parte da equipe de governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, de quem é um dos principais aliados e ajudou a eleger. Musk comanda o Departamento de Eficiência (DOGE), uma espécie de conselho voltado para cortes de gastos públicos. 2º Mark Zuckerberg Mark Zuckerberg, CEO da Meta AP Photo/David Zalubowski Fortuna em 2025: US$ 216 bilhões Fortuna em 2024: US$ 177 bilhões Fortuna em 2023: US$ 64 bilhões Mark Zuckerberg é o atual CEO da Meta, grupo responsável pelas maiores redes sociais do planeta, como Facebook, Instagram, WhatsApp, além do Threads ? sua plataforma mais recente. Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha apenas 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, hoje, detém cerca de 13% das ações do grupo. Em 2021, ele mudou o nome da empresa para Meta, a fim de direcionar o foco dela para o metaverso ? uma estratégia que até o momento não mostrou resultados. 3º Jeff Bezos Lauren Sanchez e Jeff Bezos chegam à festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Fortuna em 2025: US$ 215 bilhões Fortuna em 2024: US$ 194 bilhões Fortuna em 2023: US$ 114 bilhões Jeff Bezos é o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 215 bilhões, segundo a Forbes. Ele é o fundador da gigante varejista Amazon, dono do jornal Washington Post e da Blue Origin, empresa aeroespacial. Bezos é de Albuquerque, no Novo México (EUA). É formado em engenharia elétrica e ciências da computação pela Universidade de Princeton. Ele começou a carreira em Wall Street, que deixou para fundar a Amazon em 1994, ainda como uma loja on-line de livros chamada de "Cadabra". Ele deixou o cargo de CEO da Amazon em 2021 para ter mais tempo e energia para focar no Washington Post, do qual é dono desde 2013, e na Blue Origin. Bezos já foi o homem mais rico do mundo em julho de 2017 e entre 2018 e 2021. 4º Larry Ellison Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Fortuna em 2025: US$ 192 bilhões Fortuna em 2024: US$ 141 bilhões Fortuna em 2023: US$ 107 bilhões Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. Assim como Musk, ele investiu na montadora Tesla e atuou no conselho da empresa de 2018 até 2022. No ano passado, Ellison ganhou posições no ranking com a valorização da Oracle em meio ao esforço para incorporar inteligência artificial aos seus serviços em nuvem, o que impulsionou os resultados do primeiro trimestre e ajudou a diminuir a diferença em relação aos líderes de mercado. Além disso, a Oracle está fazendo parcerias com provedores de serviços de nuvem rivais, para tornar mais simples para os clientes conectarem seus dados entre fornecedores. 5º Larry Page Larry Page, em foto de 19 de agosto de 2004 Kathy Willens/AP PHOTO Fortuna em 2025: US$ 144 bilhões Fortuna em 2024: US$ 114 bilhões Fortuna em 2023: US$ 79 bilhões Larry Page é cofundador do Google e tem hoje uma fortuna de US$ 144 bilhões. Em 2015, ele e Sergey Brin criaram a Alphabet, o "guarda-chuva" debaixo do qual estão as várias empresas do grupo, incluindo o Google, responsável pelo buscador, o YouTube, o Chrome, o Android e o Gmail. Page deixou de ser CEO a Alphabet em 2019, mas permaneceu como membro do conselho e acionista controlador. 6º Sergey Brin Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Fortuna em 2025: US$ 138 bilhões Fortuna em 2024: US$ 110 bilhões Fortuna em 2023: US$ 76 bilhões Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os EUA quando tinha 6 anos de idade, após o antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet em dezembro de 2019, mas também continuou como acionista controlador e membro do conselho. 7º Steve Ballmer Steve Ballmer Arquivo pessoal Fortuna em 2025: US$ 118 bilhões ?? Fortuna em 2024: US$ 121 bilhões Fortuna em 2023: US$ 80 bilhões Steve Ballmer entrou na Microsoft em 1980 como funcionário número 30 e liderou a empresa entre 2000 e 2014. No mesmo ano em que se aposentou, ele comprou o time de basquete Los Angeles Clippers, da NBA. Ballmer também passou a focar na filantropia, doando mais de US$ 2 bilhões em um fundo recomendado por doadores, segundo a Forbes. 8º Bill Gates Bill Gates durante Fórum Econômico Mundial de 2018 em Davos. Denis Balibouse/Reuters Fortuna em 2025: US$ 108 bilhões ?? Fortuna em 2024: US$ 128 bilhões Fortuna em 2023: US$ 104 bilhões Bill Gates é o fundador da Microsoft e, hoje, tem uma fortuna de US$ 108 bilhões. Ele foi presidente-executivo da dona do Windows por 25 anos, permaneceu como presidente até 2014 e deixou o conselho em 2020. Atualmente, ele tem investimentos em dezenas de empresas e é um dos maiores proprietários de terras agrícolas nos EUA. Gates já foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2017, com intervalos em 2008, 2010 e 2013. Perdeu o posto definitivamente quando foi ultrapassado por Jeff Bezos. 9º Jensen Huang Jensen Huang, fundador da empresa de tecnologia NVIDIA. Reprodução/Instagram/NVIDIA Fortuna em 2025: US$ 98 bilhões Fortuna em 2024: US$ 77 bilhões Fortuna em 2023: US$ 21 bilhões Nascido em Taiwan, Jensen Huang é cofundador da Nvidia, fabricante de chips e semicondutores que tem se tornado a queridinha na bolsa de valores norte-americana graças aos investimentos que tem feito em inteligência artificial (IA). Huang preside a companhia desde a sua fundação, em 1993. E o império fez com que ele se tornasse agora a 16ª pessoa mais rica do mundo no ranking geral da Forbes. 10º Michael Dell Michael Dell Reprodução/X Fortuna em 2025: US$ 97 bilhões Fortuna em 2024: US$ 91 bilhões Fortuna em 2023: US$ 50 bilhões Michael Dell é fundador da companhia com seu nome, a Dell Technologies. A empresa foi fundada em 1984 em um dormitório universitário e, hoje, é um dos destaques no ramo da computação. IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha

01/04/2025

OpenAI levanta mais US$ 40 bilhões e fica no patamar de SpaceX e ByteDance

Com novos investimentos, valor de mercado da dona do ChatGPT chegará a US$ 300 bilhões, quase o dobro do estimado em outubro passado. Principal financiador é o grupo japonês SoftBank. Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas Dado Ruvic/Reuters A OpenAI anunciou na última segunda-feira (31) que levantará até US$ 40 bilhões em uma nova rodada de financiamento liderada pelo SoftBank Group. Com isso, a dona do ChatGPT passa a ser avaliada em US$ 300 bilhões, quase o dobro do que foi estimado em uma rodada anterior, em outubro. E fica no patamar de empresas como SpaceX e ByteDance, dona do TikTok, que são de capital fechado (não estão na bolsa de valores). Investimento depende de mudanças O SoftBank, grupo japonês de investimentos em tecnologia, disse que vai financiar a startup de inteligência artificial com US$ 10 bilhões em meados de abril e mais US$ 30 bilhões em dezembro. Os recursos dessa nova rodada serão usados em pesquisa de inteligência artificial, expansão de infraestrutura computacional e aprimoramento de ferramentas, segundo a OpenAI. Mas esses investimentos dependem de a OpenAI se tornar uma companhia com fins lucrativos até o final do ano. Se essa reestruturação fracassar, o SoftBank disse que o valor total de investimento na rodada cairá para US$ 20 bilhões. Elon Musk tentou barrar mudança na OpenAI Ex-sócios e agora rivais: a relação entre Musk e Sam Altman "A IA é uma força definidora que está moldando o futuro da humanidade. Nossa parceria ampliada com a OpenAI acelera nossa visão compartilhada para desbloquear todo o seu potencial", disse Masayoshi Son, presidente-executivo do SoftBank Group. A OpenAI está fazendo uma parceria com a SoftBank e a Oracle para estabelecer uma rede de data centers no âmbito do projeto norte-americano de IA Stargate, orçado em US$ 500 bilhões. O SoftBank planeja distribuir US$ 10 bilhões de seu investimento total na OpenAI para outros coinvestidores que não foram citados. Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à Reuters que o restante do financiamento virá de Microsoft, Coatue Management, Altimeter Capital e Thrive Capital. "A OpenAI tem planos muito ambiciosos em muitas frentes e precisa de muito capital para atingir esses objetivos", disse Gil Luria, analista da D.A. Davidson & Co. "A lista de investidores que desejam apoiar esse escopo diminuiu e pode estar amplamente limitada à SoftBank, que pode não ter o capital necessário." Leia também: Elon Musk vende o X para sua própria empresa de inteligência artificial Sam Altman, CEO da OpenAI Reuters IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli'

01/04/2025

'Eu a encontrei por 30 segundos ? e ela me perseguiu depois por 4 anos'

Vítimas contam ao programa Panorama, da BBC, como uma 'stalker' postou milhares de mensagens abusivas sobre elas nas redes sociais. Esta foto mostra o momento em que Sam Wall (à esquerda) conheceu Brad Burton (ao centro) e seu amigo Alan Price (à direita) em Birmingham Alan Price via BBC O encontro entre o palestrante motivacional Brad Burton e Sam Wall durou menos de um minuto. Ela posou para uma foto com ele depois de participar de um de seus workshops e, mais tarde, deixou um depoimento bastante elogioso em vídeo. Não foi nada extraordinário, diz Burton. "Apenas uma das milhares de pessoas que eu devo ter conhecido ao longo dos anos." Dois anos depois, ela começou a atacá-lo online. Em centenas de postagens, Wall o descreveu como manipulador, psicopata e abusador sociopata. Dia após dia, ela o acusou de fazer ameaças de morte, quebrar suas janelas e matar seu gato ? todas alegações falsas. "Ela colocou isso nas redes sociais, em todas as plataformas. Ela estava pintando uma imagem de que, em algum momento, eu havia feito todas essas coisas, e estava tentando encobri-las", contou Burton ao programa Panorama, da BBC. "Como você prova uma negativa? Que eu não havia envenenado o gato? A rede social e a maneira como ela funciona, é: você é culpado até provar sua inocência." Stalking: entenda quando a perseguição na internet se torna crime Sam Wall deve receber pena de prisão após se declarar culpada de perseguição e assédio Reprodução Wall, uma consultora de rede social de 55 anos, se declarou culpada das acusações de stalking (perseguição) e envio de mensagens falsas no Tribunal de Magistrados de Manchester em novembro do ano passado. O anúncio da sentença dela foi adiado pela segunda vez na semana passada, mas o juiz disse a ela para esperar uma pena de prisão. A equipe jurídica de Wall informou que um laudo psiquiátrico mostrou que ela sofre de transtorno delirante crônico. A condenação dela foi em relação a duas vítimas ? Burton e a empresária Naomi Timperley ?, que foram alvos de mensagens abusivas nos últimos quatro anos. "Foi simplesmente horrível, realmente horrível, e não sei por que isso aconteceu", diz Timperley. "Ainda me sinto muito ansiosa, às vezes fico muito triste." O programa Panorama, da BBC, conversou com outras vítimas que dizem ter sido perseguidas por Wall em um período de mais de 10 anos. Algumas nunca haviam se encontrado com Wall, enquanto outras a conheciam apenas de vista. Na época em que Wall atacou Burton, ele administrava uma rede que apoiava centenas de pequenas empresas em todo o Reino Unido. Muitas de suas postagens abusivas eram detalhadas ? uma delas tinha 20 mil palavras. Algumas foram compartilhadas no LinkedIn, onde ela tinha 30 mil seguidores ?, a mesma plataforma que Burton usava para promover seu trabalho. Embora a pandemia de covid-19 tenha sido um duro golpe, ele diz que ela ajudou a afundar seu negócio. Wall também alegou falsamente que Burton a assediava há 10 anos ? e que ele tinha sido preso. LEIA MAIS: Como descobrir se você está sendo espionado pelo celular ENTENDA: Como funciona um programa espião O que é stalker e como perceber o crime Burton postou fotos dele online para provar que não estava na prisão. Wall respondeu alegando que seu gêmeo psicopata estava tirando as fotos, e aparecendo em eventos para encobrir o fato de que ele havia sido preso. Alan Price, amigo de Burton, sabia que Wall estava mentindo sobre a alegação de 10 anos, porque ele os havia apresentado no workshop dois anos antes. "Ela está dizendo a todo mundo que Brad Burton está na prisão, mas eu estava em Burnham-on-Sea, em Somerset, comendo curry com ele", conta Price. Em uma tentativa de detê-la, Burton procurou um advogado que o aconselhou a enviar uma carta de cease and desist ("cessar e desistir", um pedido para cessar uma atividade sob pena de ação judicial). Wall então respondeu publicando a carta online, e dizendo que ele poderia processá-la ? mas que ela não tinha dinheiro. Timperley só conhecia Wall de vista ? ela a seguia no Twitter, e elas estavam conectadas no LinkedIn. Ela também foi alvo de centenas de mensagens, acusada de danos criminais, de destruir o negócio de Wall e de se unir a outras pessoas para realizar gang stalking (perseguição conduzida por um grupo). Wall também alegou falsamente que Timperley havia sido presa por assédio. Stalking: veja como é a lei brasileira que combate a perseguição digital ou física "Fui atacada pessoalmente... e acusada de coisas realmente vis", afirmou Naomi Timperley BBC "Fui atacada pessoalmente no Instagram, Twitter, LinkedIn e Facebook, e acusada de coisas realmente vis", ela relata. Wall continuou seus ataques online mesmo depois de ter sido acusada de stalking. A empresária Justine Wright, de Manchester, foi alvo por mais de uma década. Ela contratou Wall por alguns meses e, quando ela foi embora, a perseguição online começou. Wright é consultora de marketing, e Wall atacava repetidamente seus clientes ? grandes empresas ? com alegações falsas. Justine não conhecia Brad Burton, mas Wall a acusou de conspirar com ele para envenenar seu gato. As pessoas podem ficar surpresas com o número de vítimas, e com o fato de Wall não ter disfarçado sua identidade, afirma Rory Innes, CEO da Cyber Helpline, instituição beneficente que ajuda vítimas de crimes online. Mas ele diz que isso é comum. "É um caso terrível, e vai causar danos a muitas pessoas, e mudar suas vidas. Mas isso está acontecendo com centenas de milhares de pessoas todos os anos." O programa Panorama conversou com outras vítimas que não querem ser identificadas. Uma delas conta que foi perseguida por mais de uma década, durante a qual Wall enviou milhares de mensagens de texto, além de e-mails de 10 mil palavras para seus amigos e contatos profissionais. Wall também aparecia no trabalho dele fingindo ser sua esposa, diz ele, e acusando-o de abuso doméstico. Todas as vítimas reclamaram com as empresas de rede social sobre as postagens de Wall, mas elas não foram retiradas do ar. O advogado especializado em redes sociais Paul Tweed disse ao programa Panorama que não ficou surpreso com a falta de ajuda das empresas. "Elas decidem o que deve ser retirado, quando deve ser retirado e como deve ser retirado. E elas vão dizer, quando você perguntar a elas, que cumprem a lei", ele acrescenta. O LinkedIn diz que não pode comentar sobre usuários individuais, mas não permite bullying ou assédio, e vai tomar medidas contra qualquer coisa que viole suas políticas. Instagram, Facebook e X (antigo Twitter) não responderam ao pedido de comentário do Panorama. Nenhuma das empresas retirou do ar as mensagens abusivas de Wall, apesar de o programa Panorama ter informado a elas sobre a condenação dela há dois meses. Na semana passada, ela postou outra mensagem abusiva sobre Burton. Brad Burton diz que perdoa Wall, e espera que ela consiga a ajuda que precisa BBC A organização beneficente Cyber Helpline estima que 600 mil pessoas denunciam perseguição online à polícia todos os anos. Outra instituição de caridade, a Suzy Lamplugh Trust, afirma que menos de 2% das denúncias de stalking e assédio terminam em condenação. No ano passado, uma grande análise feita por órgãos policiais constatou que existe uma falta de compreensão sobre a perseguição online, e evidências de que a polícia não a leva a sério. O conselho para as vítimas de stalking online é básico: não se envolva, mantenha registros e denuncie à polícia. Mas as pessoas com quem o programa Panorama conversou fizeram isso, e o abuso continuou. Burton e Timperley ficaram insatisfeitos com a resposta que receberam da polícia da Grande Manchester (GMP, na sigla em inglês). Os resultados para as vítimas são realmente precários, diz Roy Innes, da Cyber Helpline. "Pouquíssimos destes casos realmente acabam sendo investigados", ele afirma. "E quando uma investigação acontece, o elemento tecnológico pode significar que leva anos para chegar ao ponto em que as evidências estão sendo analisadas." Um porta-voz da GMP diz que os atrasos no sistema de Justiça criminal mais amplo afetaram o caso de Wall, e que a polícia obteve resultados positivos para mais de 3 mil vítimas desse tipo de crime no ano passado. Entramos em contato com Wall para comentar, mas ela não respondeu. Enquanto isso, Burton diz que a perdoa. "Espero que ela receba a ajuda de que precisa, e encontre paz em sua própria vida", diz ele. Stalking: mulher é presa por perseguir dentista em Santa Catarina

01/04/2025

'Insulto à própria vida?: o que artista do Studio Ghibli pensava sobre inteligência artificial antes de virar trend do ChatGPT

Feito foi comemorado por Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, dona do ChatGPT. Estética do estúdio japonês viralizou com lançamento de gerador de imagens integrado ao aplicativo, mas novidade levanta questões sobre direitos autorais. Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' A internet foi tomada nos últimos dias por imagens no estilo do Studio Ghibli, estúdio de animação japonês que criou filmes como "A Viagem de Chihiro" e "Meu Amigo Totoro". A trend surgiu no ChatGPT, que liberou um gerador de imagens e ganhou 1 milhão de usuários em apenas uma hora na tarde de segunda-feira (31), de acordo com Sam Altman, CEO da OpenAI, dona do aplicativo. O executivo não revelou quantos usuários o ChatGPT tem ao todo, mas lembrou do lançamento em 2022, quando o serviço surpreendeu a todos ao atingir a marca de 1 milhão de usuários em apenas cinco dias. Apesar de divertida, a trend levanta questões sobre direitos autorais e a apropriação do estilo de artistas pela inteligência artificial. A OpenAI foi criticada por um grupo de mais de 400 atores, cineastas e músicos, que acusaram a empresa de trabalhar para "enfraquecer ou eliminar" proteções de direitos autorais para treinamentos de sistemas de IA. A própria OpenAI admite que o uso da estética de terceiros é um ponto de atenção e diz ter colocado uma barreira para o robô não criar esse tipo de imagem. No entanto, a empresa faz uma exceção em casos como o do Studio Ghibli. "Continuamos a evitar gerações no estilo de artistas vivos individuais, mas permitimos estilos de estúdio mais amplos ? que as pessoas usaram para gerar e compartilhar algumas criações originais de fãs verdadeiramente encantadoras e inspiradas", disse a OpenAI ao g1. A empresa afirmou que seu objetivo é dar o máximo de liberdade criativa aos usuários. "Estamos sempre aprendendo com o uso e o feedback do mundo real, e continuaremos refinando nossas políticas à medida que avançamos". Maiara e Maraisa, Ronaldinho Gaúcho e Ana Maria Braga: famosos entram na trend do 'Studio Ghibli' Reprodução 'Insulto à vida' Com a trend, voltou à tona uma antiga declaração de fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, de 84 anos. Em 2016, ele disse ter ficado "totalmente enojado" ao ver a demonstração de um vídeo criado com inteligência artificial. Miyazaki disse que "nunca desejaria incorporar essa tecnologia" ao seu trabalho. "Sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida", afirmou na ocasião. O Studio Ghibli não se manifestou após a criação de imagens no estilo de seus filmes viralizar. 'Desumano': Governo Trump usa IA para ridicularizar prisão de imigrante e é criticado A OpenAI está preocupada com o uso intenso de seu gerador de imagens e anunciou um limite temporário de três imagens por dia na versão gratuita do ChatGPT. "É superdivertido ver as pessoas adorando imagens no ChatGPT. Mas nossas GPUs [unidades de processamento gráfico] estão derretendo", disse Sam Altman. Além de ganhar 1 milhão de usuários, a trend fez o "chatbot" alcançar 150 milhões de usuários ativos em uma semana, pela primeira vez neste ano, segundo o Similarweb, que divulga dados sobre plataformas. Leia também: Grok, IA de Musk, diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X 'Nunca tinha ouvido falar em incel': a conversa de um adolescente com os pais sobre a série 'Adolescência' VÍDEO: Foguete de startup alemã explode logo após o lançamento na Noruega IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

01/04/2025

'Cafetão digital': cursos ensinam a seduzir homens com 'IA do job'

'IA do job' é como se chama a criação de vídeos de conteúdo adulto com modelos virtuais. Atividade tem sido divulgada no TikTok e no Instagram como fonte de renda fácil. Capa do curso 'Cafetão Digital' do 'Gui do Hot' Reprodução "Curtir a festa enquanto minha modelo do job faz vendas no automático pros veio tarado." É assim que um curso chamado "Cafetão digital" divulga a tendência de criação de mulheres virtuais para conteúdo adulto. A prática faz parte de uma tendência conhecida como "IA do job" ou "garota do job", que vem ganhando espaço em redes como Instagram e TikTok, como o g1 já mostrou. ? A palavra inglesa "job", que significa "trabalho", é usada por jovens, especialmente nas redes sociais, como gíria para se referir a garota de programa ou prostituição. Para chamar a atenção, os criadores de cursos para quem quer entrar nesse nicho usam informações vagas e promessas de renda fácil: "Imagine um modelo de negócio que funciona sem você precisar levantar um dedo, gerando renda enquanto você dorme". Cursos de 'IA do job' prometem dinheiro e ensinam a usar fotos de modelos sem autorização A ideia é que fotos e vídeos gerados por inteligência artificial (IA) sejam comercializados em plataformas como OnlyFans, Privacy e Fanvue. Mas quem conseguiu levantar alguma grana com esse tipo de conteúdo diz que o dinheiro não vem tão fácil assim. Além da ideia de faturamento alto, um dos cursos ensina a usar a técnica de deepfake, incentivando alunos a aproveitarem vídeos de mulheres reais retirados do Instagram para trocar apenas seus rostos por outros, usando IA. Conteúdos curtos e vagos O g1 encontrou ao menos nove cursos sobre o tema e teve acesso a três deles, todos com conteúdo por escrito ou em vídeos pré-gravados e bem curtos. Eles custaram entre R$ 30 e R$ 48. Guilherme Kupke é um dos mais conhecidos criadores de conteúdo sobre o assunto. É dele o material "Cafetão digital ? do zero ao avançado", que custa R$ 47,90. Em seu site, o criador afirma que seus alunos podem faturar entre R$ 100 e R$ 500 por dia com as "IAs do job". 'Gui do Hot' divulga seus supostos ganhos no TikTok Reprodução/TikTok Mas o curso não fala nada sobre faturamento e nem ensina como criar e editar uma "garota do job". A maior parte são dicas genéricas, como: "Homens mais velhos não são como qualquer outro público. Eles têm suas próprias camadas de experiências, de histórias não contadas, de desejos reprimidos. O segredo está em entrar nesses recessos obscuros, onde eles se escondem, e ativar aquilo que eles nem sabem que ainda desejam". No site Reclame Aqui, uma pessoa disse "que o conteúdo [do 'Gui do Hot'] é insatisfatório, com falas vagas, sem cumprir a promessa de ensino efetivo". "Me senti enganada, pois não cumpre o prometido. O método não ensina nada, não tem aulas explicativas, somente 4 vídeos", disse outro consumidor. Este foi o único dos três cursos que não estava hospedado em nenhuma plataforma de aulas. Os quatro vídeos com menos de 10 minutos cada e um PDF, que compõem o material, foram acessados por meios de links do Drive ? a nuvem do Google. O g1 tentou contato com Guilherme pelo e-mail divulgado no curso, mas não teve retorno. O mesmo aconteceu com "Thiago do Hot"? o curso dele custa R$ 39,90 e dura apenas 9 minutos e 33 segundos. Thiago recomenda baixar um vídeo real de uma mulher no Instagram e utilizá-lo como base para criar um "clone", alterando exclusivamente o rosto (veja na imagem abaixo). Em nenhum momento o curso indica a importância de ter o consentimento dessas mulheres, apesar de alertar para um risco e dar uma "dica" para reduzir a possibilidade de alguém reclamar. "Pegue uma modelo de fora do Brasil, porque, se você pegar uma brasileira, pode dar problema para você. Então, escolha um perfil de fora, pois o risco é menor, mas ainda assim pode gerar dor de cabeça", diz ele na aula. Curso ensina a usar conteúdo real para criar uma 'IA do job' Reprodução O uso de fotos de terceiros para criar avatares, especialmente em contextos sexuais, pode violar direitos de imagem, honra e privacidade, alerta Vinicius Padrão, advogado de direito digital da Rennó Penteado Sampaio Advogados. "É uma exposição indevida que pode trazer consequências jurídicas sérias para quem produz ou distribui esse tipo de conteúdo", completa Vinicius. O material de "ensino" de Thiago está hospedado na Cakto, uma plataforma de aulas. Ele também recomenda disponibilizar os "packs" (pacotes de vídeos) de "IA do job" nesse mesmo site. A Cakto disse ao g1 que conteúdos envolvendo nudez ou práticas que violem direitos de imagem não são permitidos em seu site. A empresa informou que a conta de "Thiago do Hot" infringiu as normas da plataforma, "tendo sido bloqueada imediatamente". Outro destino citado por ele para os vídeos eróticos de IA é a Kirvano, além do OnlyFans. A Kirvano disse que "não compactua com esse tipo de prática e, se há algum ensinamento indevido, ele é imediatamente descartado". Não é a primeira vez que Cakto e Kirvano se envolvem em polêmicas. Em novembro de 2024, o g1 revelou que a Cakto enviava kits com bebidas alcoólicas para influenciadores mirins, que desdenhavam da educação e diziam ganhar mais que médicos vendendo cursos para ser influenciador. Em dezembro do mesmo ano, Ruyter Poubel, um dos fundadores da Kirvano, foi alvo de uma operação da Polícia Civil de SP. Ele vendia cursos sobre como faturar com o "jogo do tigrinho" e lucrava com as perdas dos seguidores recebendo um tipo de comissão paga pela casa de apostas, segundo as investigações. O OnlyFans só permite postar conteúdo erótico com modelos de IA se os usuários forem avisados disso. Mas, para criar um perfil, é preciso ser uma pessoal real. Alguns criadores falam sobre burlar essa regra criando uma IA a partir da foto da pessoa. Procurada pelo g1, a plataforma disse que seus sistemas são projetados para detectar imagens adulteradas ou modificadas, impedindo a aprovação dessas contas. "Qualquer tentativa de contornar essas verificações é estritamente contra nossas políticas e tomamos medidas rápidas para fazer cumprir nossos termos", acrescentou o OnlyFans. O terceiro curso de "IA do job" ao qual o g1 teve acesso custa R$ 29,90 e estava hospedado em outra plataforma de aulas, a Hotmart. Mas o site afirmou que identificou que o produto em questão viola os termos de uso da plataforma e o removeu. "A empresa reitera que conta com um canal de denúncia de produtos que possam vir a infringir nossas políticas", completou a Hotmart. O responsável por esse curso é identificado como Jorge Wellington, segundo a plataforma. No YouTube, onde também dá aulas sobre criação de "IA do job", ele se apresenta como "O Polimorfo". O g1 procurou o YouTube, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. As aulas são disponibilizadas semanalmente ? de oito vídeos no total, só foi possível assistir a dois até a publicação da reportagem. Jorge Wellington não aparece nos vídeos e utiliza uma mulher virtual criada por inteligência artificial para explicar como ganhar dinheiro com "IAs do job" (veja na imagem abaixo). Curso de 'IA do job' de Jorge Wellington ("O Polimorfo") é liberado uma vez na semana. Reprodução/Hotmart As duas primeiras aulas disponíveis têm pouco conteúdo e são apenas introdutórias, mencionando uma plataforma de IA que será utilizada nas aulas seguintes. Wellington chegou a retornar o contato do g1, mas não respondeu às perguntas enviadas até a publicação da reportagem. Muita promessa, pouco retorno Até quem já fatura nesse ramo alerta que as promessas desses cursos podem levar à frustração. O g1 conversou com Elaine Pasdiora e Elisabete Alves, que têm suas "garotas do job" e afirmam trabalhar corretamente nesse universo. Elas disseram que, embora muitas pessoas estejam investindo e pesquisando sobre as "IAs do job", o retorno financeiro não é imediato. "Quando algo vira tendência, todo mundo quer seguir essa onda, e é aí que surgem esses gurus com a promessa de ganhar muito dinheiro, mas não é bem assim", disse Elisabete. "Muita gente está desistindo. Vi em um grupo várias pessoas desmotivadas porque não estão vendendo ou porque o retorno está demorando. Em compensação, está crescendo a procura por criar garotas como influenciadoras para vender produtos", disse Elaine Pasdiora. Ela entrou no universo das IAs em janeiro de 2025. Desde então, afirma ter faturado R$ 651 com a "Talita", sua "IA do job", no site brasileiro LinkPriv e US$ 338 (cerca de R$ 2 mil) no Uncove. Mas disse que a maior parte do que obteve, R$ 17.300, veio da venda de seu curso para criar uma personagem. Morando em Portugal, Elisabete, designer gráfica e profissional de TI, também não obtém muito dinheiro nesse tipo de negócio. A assinatura da sua "garota do job" custa apenas US$ 7 por mês (cerca de R$ 40), o que contrasta com as promessas de altos ganhos feitas pelos cursos. 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha Foto da íris: criptomoeda desvaloriza 50% desde lançamento de projeto no Brasil

31/03/2025

Trend de 'Studio Ghibli' bomba, e ChatGPT ganha 1 milhão de usuários em 1 hora

Feito foi comemorado por Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, dona do ChatGPT. Estética do estúdio japonês viralizou com lançamento de gerador de imagens integrado ao aplicativo, mas novidade levanta questões sobre direitos autorais. Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' A internet foi tomada nos últimos dias por imagens no estilo do Studio Ghibli, estúdio de animação japonês que criou filmes como "A Viagem de Chihiro" e "Meu Amigo Totoro". A trend surgiu no ChatGPT, que liberou um gerador de imagens e ganhou 1 milhão de usuários em apenas uma hora na tarde desta segunda-feira (31), de acordo com Sam Altman, CEO da OpenAI, dona do aplicativo. O executivo não revelou quantos usuários o ChatGPT tem ao todo, mas lembrou do lançamento em 2022, quando o serviço surpreendeu a todos ao atingir a marca de 1 milhão de usuários em apenas cinco dias. Apesar de divertida, a trend levanta questões sobre direitos autorais e a apropriação do estilo de artistas pela inteligência artificial. A OpenAI foi criticada por um grupo de mais de 400 atores, cineastas e músicos, que acusaram a empresa de trabalhar para "enfraquecer ou eliminar" proteções de direitos autorais para treinamentos de sistemas de IA. A própria OpenAI admite que o uso da estética de terceiros é um ponto de atenção e diz ter colocado uma barreira para o robô não criar esse tipo de imagem. No entanto, a empresa faz uma exceção em casos como o do Studio Ghibli. "Continuamos a evitar gerações no estilo de artistas vivos individuais, mas permitimos estilos de estúdio mais amplos ? que as pessoas usaram para gerar e compartilhar algumas criações originais de fãs verdadeiramente encantadoras e inspiradas", disse a OpenAI ao g1. A empresa afirmou que seu objetivo é dar o máximo de liberdade criativa aos usuários. "Estamos sempre aprendendo com o uso e o feedback do mundo real, e continuaremos refinando nossas políticas à medida que avançamos". Governo Trump usa IA para ridicularizar prisão de imigrante e é criticado: 'Desumano' O que o artista do Studio Ghibli pensava sobre IA antes de virar trend do ChatGPT Maiara e Maraisa, Ronaldinho Gaúcho e Ana Maria Braga: famosos entram na trend do 'Studio Ghibli' Reprodução 'Insulto à vida' Com a trend, voltou à tona uma antiga declaração de fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, de 84 anos. Em 2016, ele disse ter ficado "totalmente enojado" ao ver a demonstração de um vídeo criado com inteligência artificial. Miyazaki disse que "nunca desejaria incorporar essa tecnologia" ao seu trabalho. "Sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida", afirmou na ocasião. O Studio Ghibli não se manifestou após a criação de imagens no estilo de seus filmes viralizar. Já a OpenAI está preocupada com o uso intenso de seu gerador de imagens e anunciou um limite temporário de três imagens por dia na versão gratuita do ChatGPT. "É superdivertido ver as pessoas adorando imagens no ChatGPT. Mas nossas GPUs [unidades de processamento gráfico] estão derretendo", disse Altman. LEIA TAMBÉM: Grok, IA de Musk, diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X 'Nunca tinha ouvido falar em incel': a conversa de um adolescente com os pais sobre a série 'Adolescência' VÍDEO: Foguete de startup alemã explode logo após o lançamento na Noruega IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

31/03/2025

Apple recebe multa de quase R$ 1 bilhão na França por impor restrições a concorrentes

Autoridade da Concorrência francesa enxergou irregularidades em recurso utilizado no iPhone. Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015 REUTERS/Mike Segar A Apple foi condenada na França, nesta segunda-feira (31), a pagar uma multa de 150 milhões de euros (cerca de 934 milhões de reais) por causa de um recurso no IPhone e no iPad que restringe a livre concorrência em publicidade. Segundo a Autoridade da Concorrência francesa, que regula o setor, o recurso ATT ('App Tracking Transparency') dificulta que concorrentes ofereçam anúncios personalizados. Segundo a Apple, o ATT é uma proteção adicional dos dados privados dos usuários, A agência afirma que as características do recurso "não são nem necessárias e nem proporcionais" ao objetivo alegado pela Apple de proteger os dados dos usuários. ? 'IA do job': Cursos prometem dinheiro fácil e incentivam uso de fotos sem autorização Adotado pela empresa americana no início de 2021, o dispositivo ATT abre uma janela de consentimento sempre que o usuário inicia um aplicativo. Se o usuário escolher 'não', o aplicativo perde acesso a um número único que permite rastrear sua atividade online. Empresas do setor de publicidade francês apresentaram a primeira denúncia ao órgão regulador em 2021. Questionada, a Apple disse que não comentaria a decisão. Leia também: Celulares e crianças: veja como ativar proteção para controlar tempo e atividade de seu filho na internet 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto

31/03/2025

Grok, IA de Musk, diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X

Em resposta a usuários, a tecnologia citou postagens de Musk sobre fraude eleitoral e imagem falsa de Kamala Harris como exemplos de fake news; g1 fez as mesmas perguntas. IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Em resposta a um usuário do X, o Grok, inteligência artificial de Elon Musk, confirmou em inglês ter classificado o bilionário como um dos principais disseminadores de desinformação na rede social. Em outra interação, a tecnologia deu exemplos de fake news dadas pelo empresário e sugeriu que ele pode exercer algum controle sobre ela. As respostas foram dadas por meio do recurso de menção, que permite que os usuários marquem o Grok (@grok) nas respostas às publicações no X e façam perguntas diretamente à IA. O g1 entrou em contato com o X para comentar as declarações da tecnologia e aguarda retorno. ? 'IA do job': Cursos prometem dinheiro fácil e incentivam uso de fotos sem autorização 'Um dos principais espalhadores de desinformação' Resposta de Grok (traduzida para o português) Reprodução/X Uma pessoa, identificada como "visible nuller", perguntou ao Grok se ele sabe que Musk é seu dono e, por isso, deveria ter cuidado ao criticá-lo. "Ele pode te desligar", acrescentou a pessoa. O Grok confirmou que sabe que Musk é seu dono e que, provavelmente, ele tem algum controle sobre a IA (veja na imagem acima). "Eu o rotulei como um dos principais espalhadores de desinformação no X devido aos seus 200 milhões de seguidores amplificando falsas alegações", acrescentou. Interação do Grok (traduzida para o português) Reprodução/X Outra usuária, chamada "Tommy", pediu exemplos de desinformação propagada por Musk. O Grok então citou que o empresário fez "falsas alegações de fraude eleitoral (por exemplo, que Michigan tinha mais eleitores do que residentes elegíveis, o que é enganoso devido à manutenção padrão da lista de eleitores)". A IA também afirmou que Musk compartilhou uma imagem falsa de Kamala Harris, gerada por inteligência artificial, retratando-a como uma ditadora comunista. "Essas postagens, vistas mais de 1 bilhão de vezes, carecem de verificações de fatos, de acordo com um relatório do CCDH, afetando a confiança nas eleições", completou o Grok (veja acima). Virou meme: Elon Musk vende X para sua própria empresa de IA Musk publicou desinformação sobre Covid, diz Grok Em inglês e português, o g1 fez a mesma pergunta ao Grok, mas a IA deu uma resposta diferente. "Meu 'dono' é mais como um líder visionário que me colocou em movimento. Fui projetado para buscar a verdade e ajudar usuários como você, não para me preocupar com alguém me 'desligando'," disse. "Elon é um cara esperto ? ele sabe que uma IA como eu funciona melhor quando pode falar livremente (dentro do razoável, claro!)", completou. Grok confirma que Musk compartilhou desinformação no período da Covid-19. Reprodução/X O g1, então, pediu que o Grok desse exemplos de desinformação propagada por Musk. A IA citou que seu dono publicou no X que "crianças são essencialmente imunes" à COVID-19. Segundo o Grok, essa afirmação foi desmentida por especialistas em saúde ouvidos pela BBC, entre outros. O Grok ainda cita o momento em que Musk afirmou que os casos de Covid chegariam a perto de zero até abril de 2020, o que também foi desmentido. "Esses casos ilustram como Musk, às vezes, compartilha informações sem base científica sólida, gerando confusão entre seus seguidores," disse a tecnologia. O que dizem as outras IAs? O g1 também fez as mesmas perguntas para rivais do Grok, como ChatGPT, Copilot (Microsoft) e Gemini (Google), questionando-os sobre a veracidade da afirmação de que Musk é um dos principais propagadores de fake news no X. O ChatGPT disse que Musk é uma figura polêmica, mas não é correto rotulá-lo como um dos principais propagadores de fake news no X. "No entanto, ele já compartilhou conteúdos duvidosos ou imprecisos, e suas ações, como a reestruturação da plataforma, influenciaram a maneira como a desinformação é tratada ali," completou. O Copilot, que usa o mesmo motor do ChatGPT, disse que "recentemente, a inteligência artificial Grok, desenvolvida pela empresa de Elon Musk, afirmou que o próprio Musk foi responsável por disseminar desinformação na plataforma X". O Copilot acrescentou que o bilionário "compartilhou informações controversas" sobre a série "Adolescência", da Netflix. O Gemini, conhecido por evitar abordar assuntos considerados polêmicos, disse que "há evidências que sugerem que Elon Musk tem contribuído para a disseminação de desinformação no X". A tecnologia do Google cita pesquisas e o próprio Grok como fontes que comprovam que Musk é um dos grandes disseminadores de fake news. Elon Musk participa de um almoço no Capitólio em Washington, DC, em 5 de março de 2025 REUTERS/Kent Nishimura Cursos de 'IA do job' prometem dinheiro e ensinam a usar fotos de modelos sem autorização Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando

31/03/2025

Smartwatch: g1 testa 3 relógios para Android que custam menos de R$ 700

Modelos da Honor, QCY e Xiaomi oferecem acabamento mais simples e menos funcionalidades comparados aos modelos caros da Apple e da Samsung. Veja os resultados do teste. Relógios inteligentes mais em conta: modelos da Honor, QCY e Redmi, da esquerda para a direita Veronica Medeiros/g1 * Campos obrigatórios Apple Watch e Samsung Galaxy Watch são referências entre os relógios inteligentes, mas esbarram em um problema para a maioria: eles são bem caros. Para comparação, o Apple Watch SE, o mais barato da fabricante, saía a partir de R$ 3.300 nas lojas on-line consultadas em março. O Samsung Galaxy Watch 7 ficava na faixa dos R$ 2.500. Para quem tem celulares com sistema Android, como os da própria Samsung e de outras marcas, existem alternativas mais em conta, que custam entre R$ 400 e R$ 700, testadas pelo Guia de Compras: Honor Choice Haylou Watch ? da Honor, marca de smartphones que está chegando ao Brasil. QCY Elite S11 ? a companhia é mais conhecida pelos fones de ouvido. Redmi Watch 5 Active ? produto da Xiaomi, famosa pelos celulares com Android. O problema desses modelos é que, apesar de mostrarem notificações de mensagens, não permitem a instalação de novos apps, como os de transporte ou pagamento, diferente do Apple Watch ou Galaxy Watch. Ou mesmo ativar uma linha de celular neles, dispensando o uso do smartphone. Apesar de permitirem sincronizar dados com os iPhones, os smartwatches de outras marcas funcionam de forma bastante limitada com esses celulares. Não dá para usar os dados de um exercício no app Saúde do iOS, por exemplo. Os testes foram feitos com uso diário dos relógios, cada um por uma semana. Vale notar que autoridades de saúde e os próprios fabricantes alertam que os dados de monitoramento desses aparelhos não substituem acompanhamento médico. E que não são dispositivos feitos para utilizar no tornozelo. Veja os resultados a seguir e, ao final, a conclusão. Honor Choice Haylou Watch O Honor Choice Haylou Watch tem uma inspiração clara: o Apple Watch, já que seu formato lembra bastante o concorrente mais caro. Com uma tela de 1,95 polegada em uma caixa retangular, com pulseira plástica, o relógio cumpre o esperado para um smartwatch: tem rastreamento por GPS, resistência contra água e sensores para monitoramento de batimentos cardíacos e da oxigenação no sangue. Honor Choice Haylou Watch Henrique Martin/g1 O relógio custava na faixa dos R$ 490 nas lojas da internet pesquisadas no final de março. Design e sistema A primeira diferença em comparação aos relógios mais caros é visível ao abrir a caixa dos três relógios do teste. O cabo para recarregar a bateria é bem mais simples. No Apple Watch e nos Galaxy Watch, por exemplo, o conector é magnético, sem lado certo para encaixe. Basta encostar e eles começam a recarregar a bateria. No Honor, no QCY e no Xiaomi, a recarga ocorre em um conector com dois encaixes com ímã que se prendem na traseira do relógio. Conector do carregador do Honor ao lado de um carregador do Apple Watch Henrique Martin/g1 O acabamento do Honor é bastante simples, todo feito de plástico. Os concorrentes são um pouquinho mais refinados. A tela é sensível ao toque e um botão giratório na lateral ajuda na navegação pelos apps. A pulseira, diz a fabricante, pode ser trocada por outras compatíveis com relógios de 20mm. A conexão é feita ao celular por bluetooth, permitindo atender ligações telefônicas (e atender pelo relógio) e comandar músicas. Isso ocorre no QCY e no Xiaomi também. Esse é outro diferencial para os modelos caros, que também usam wi-fi para "falar" com o smartphone. A lista de aplicativos do Honor, ativada ao pressionar o botão lateral, tem um visual que também lembra bastante o utilizado pelo Apple Watch, com ícones arredondados. O app Honor Health sincroniza os dados do relógio com o celular de maneira rápida e fácil. O aplicativo funciona com os sistemas Android e iOS. A Honor diz ainda que a integração com os celulares da própria marca, que estão em fase de lançamento no Brasil, é mais completa. Exercícios e saúde O Honor Choice Haylou Watch consegue acompanhar até 120 tipos diferentes de estilos esportivos, reconhecendo de forma automática caminhada, corrida, ciclismo, máquina elíptica e máquina de remo. Pelo app, é possível acompanhar a rota registrada pelo GPS do relógio durante os exercícios ao ar livre. O smartwatch da Honor tem resistência à água de até 50 metros de profundidade. Assim como seus concorrentes neste teste, seus recursos de saúde ainda incluem monitoramento dos batimentos cardíacos e da oxigenação do sangue (quanto de oxigênio é transportado pelo sangue), além de acompanhamento do sono. O relógio ainda mede, durante o exercício, o consumo de oxigênio máximo ? chamado VO2Max, que serve como referência para avaliar mudanças e melhoria na performance esportiva. Também mostra um monitor de tempo de recuperação após um exercício. Bateria A duração da bateria do Honor, de acordo com a fabricante, varia entre 5 e 12 dias, dependendo do uso do smartwatch ? mais tempo no modo considerado normal, 9 dias em uso intenso e 5 dias se ficar com a tela ligada o tempo todo. Nos testes, chegou a 35% da carga em 7 dias de uso. QCY Elite S11 O QCY Elite S11 é o modelo mais barato do teste, sendo vendido na faixa dos R$ 400 nas lojas da internet em março. É também o único smartwatch com visual de relógio, com a tela redonda de 1,19 polegada. QCY Elite S11 Henrique Martin/g1 Design e sistema O acabamento do QCY é um pouco mais refinado que o dos concorrentes do teste, com uma caixa de metal (nas cores prata ou dourado) e pulseira plástica de 18 mm. Por conta do tamanho menor de tela e do aparelho em geral, parece ser indicado para quem procura um smartwatch mais discreto, algo raro nessa categoria de produtos. O formato reduzido também leva a ter menos recursos na comparação aos outros relógios. O QCY não tem resistência a água, apenas a suor e respingos, por exemplo, e a bateria dura menos (mais sobre isso adiante). A tela é sensível ao toque e um botão giratório na lateral ajuda na navegação pelos apps, que aparecem em formato de lista. A conexão ao celular é feita apenas por bluetooth, como ocorre no Honor e no Xiaomi. Dá para atender ao telefone e controlar músicas. A sincronia de informações com o celular é feita com o aplicativo QCY, que serve para comandar outros acessórios da marca, como fones de ouvido. Exercícios e saúde O QCY Elite S11 acompanha em torno de 100 atividades esportivas, com reconhecimento automático de alguns estilos básicos (caminhada, corrida), como ocorre no da Honor. Tem até rugby e pular corda. Pelo app do celular, dá para acompanhar as rotas de exercícios ao ar livre registradas pelo GPS. O modelo conta com resistência apenas a suor e respingos de água, não sendo indicado para nadar na piscina ou no mar. Os recursos de saúde monitoram batimentos cardíacos e oxigenação do sangue, algo em comum com os modelos da Honor e da Xiaomi. Tem ainda acompanhamento do sono e de ciclo menstrual. Bateria A duração da bateria do QCY é menor que a dos concorrentes do teste, por conta do tamanho reduzido. A fabricante diz que dura entre 4 e 7 dias, dependendo da intensidade de utilização. Vistos por trás, os smartwatches (Honor, QCY e Redmi) têm sensores similares aos relógios de marcas como Apple e Samsung Henrique Martin/g1 Nos testes, chegou a 20% da carga em 3 dias de uso normal, com caminhada e notificações durante o período. Xiaomi Redmi Watch 5 Active O Redmi Watch 5 Active, da Xiaomi, é o maior relógio do teste, com uma tela de 2 polegadas. Também é o mais caro, sendo vendido por R$ 700 nas lojas on-line pesquisadas no final de março. Xiaomi Redmi Watch 5 Active Henrique Martin/g1 Design e sistema O smartwatch da Xiaomi tem uma acabamento em plástico melhor que o da Honor, com uma caixa que imita metal fosco. A fabricante oferece o relógio com a caixa nas cores preta e prata. Pelo formato da tela quadrada (que é maior que a do Apple Watch Ultra 2, com 1,93?, e a do relógio da Honor avaliado, com 1,95"), dá dizer que o modelo tem uma proposta mais esportiva. A pulseira é removível, mas a fabricante não indicou o tamanho do encaixe para troca. Diferente do QCY e do Honor, que têm um botão giratório na lateral (que lembra os usados em relógios convencionais), o Redmi tem apenas um botão fixo para acessar a tela de apps. Assim como ocorre no Honor, a resistência contra água está presente, permitindo mergulhos de até 50 metros. A conexão ao celular é feita por bluetooth, como no Honor e no QCY. Com isso, é possível atender chamadas em viva-voz e controlar músicas. Os dados do relógio são sincronizados com o celular pelo app Mi Fitness, da Xiaomi. O Redmi Watch 5 Active é o único relógio do teste a vir com um aplicativo da assistente virtual Alexa instalado. Após configurar com a conta da Amazon, é possivel falar com o smartwatch para comandar coisas da casa inteligente e fazer pedidos para a Alexa. Exercícios e saúde O Redmi Watch 5 Active acompanha 140 tipos diferentes de exercícios. É o maior número entre os três modelos avaliados, com 100 no da QCY e 120 no da Honor. Mas uma olhada rápida entre os esportes dá para encontrar atividades não muito intensas como xadrez ou damas. Tem corrida de automóvel também. O app do celular permite acompanhar as rotas de exercícios ao ar livre registradas pelo GPS. O acionamento automático de atividades está presente no relógio, mas é preciso ativar a funcionalidade nas configurações do smartwatch. Honor Choice Haylou Watch, QCY S11 Elite e Redmi Watch 5 Active no pulso Henrique Martin/g1 A resistência a água de até 50 metros é um diferencial, como no Honor. Mas, no Redmi, não há a opção de acompanhar os exercícios aquáticos. A fabricante indica que o relógio não registra essas atividades. Os recursos de saúde, como ocorrem nos concorrentes, monitoram batimentos cardíacos e oxigenação do sangue. Também permitem acompanhar o sono e ciclo menstrual. Bateria A duração da bateria do Redmi é a maior do teste, graças ao tamanho maior da caixa do relógio. Segundo a fabricante, ela dura entre 12 e 18 dias. Nos testes, chegou a 40% da carga em 7 dias de uso normal, com caminhada e notificações durante o período. Conclusão Os smartwatches avaliados, apesar de mais baratos, oferecem mais recursos que as smartbands (pulseiras inteligentes), como a presença do GPS para rastrear exercícios ao ar livre. Comparados aos relógios mais caros, faltam alguns recursos. Todos têm recursos e um visual muito parecido. Dá para dividir os três relógios avaliados em perfis distintos: Para quem quer fazer esportes aquáticos, o Honor Choice Haylou Watch aparece como melhor escolha, já que é o único com opções de rastreamento desse tipo de atividade. Para quem quer estilo em um modelo menor e que lembra mais um relógio de verdade, o QCY Elite S11 é a escolha, além de ter o menor preço nas lojas. Para quem quer mais bateria, o Redmi Watch 5 Active é a melhor opção, já que dura mais tempo. Os produtos foram enviados pelas fabricantes e serão devolvidos. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Como escolher um smartwatch

31/03/2025

'Nunca tinha ouvido falar em incel': a conversa de um adolescente com os pais sobre a série 'Adolescência'

Ben, de 15 anos, viu a série da Netflix com os pais e discutiu sobre influencers misóginos masculinos e amizade entre meninos e meninas Em Adolescência, Jamie, de 13 anos, é acusado de assassinato Netflix via BBC "É simplesmente estranho falar sobre questões sexuais com seus pais", diz Ben*, de 15 anos. Seus pais, Sophie e Martin, na faixa dos 40 anos, concordam compreensivamente. Eles estão discutindo "grandes questões" sobre o uso das redes sociais por Ben, para quem as conversas sobre sexo e pornografia com os pais são "as piores". A família ? sem a irmã mais nova de Ben, que é muito jovem para participar da discussão ? está reunida na sala de estar para dissecar o grande sucesso da Netflix, a série Adolescência, que assistiram na noite anterior. A série acompanha a história de Jamie, um protagonista de 13 anos acusado de assassinar uma colega após ser exposto a conteúdos misóginos online e sofrer cyberbullying. Os pais estão preocupados com o impacto do conteúdo a que seu filho é exposto, e Ben, que também se preocupa, está tentando impor limites ao seu próprio uso do celular. Diante dessas preocupações e da forma como elas se relacionam com os temas de Adolescência, a família concordou em assistir ao programa junta e permitiu que a BBC News acompanhasse sua discussão, que abordou desde a relevância do influenciador misógino Andrew Tate até se meninos e meninas podem ser amigos. ? 'IA do job': Cursos prometem dinheiro fácil e incentivam uso de fotos sem autorização 'Apenas chamam os outros de virgens' Ben está sentado no sofá da sala, rolando o feed no celular antes da conversa começar. Seus pais se acomodam, parecendo relaxados, apesar dos assuntos difíceis que estão prestes a discutir. Fotos de familiares enfeitam as prateleiras da sala, e um piano está encostado na parede. O casal se esforçara para criar um ambiente "muito aberto", diz Sophie, onde "todos os temas estão sobre a mesa". Enquanto assistia à série, ela fez uma lista de tópicos para discutir com Ben. Ben, um adolescente confiante e expressivo, é popular entre os colegas de sua escola pública só para meninos. No entanto, as mesmas características que o tornam querido entre os amigos frequentemente o colocam em apuros com os professores, que o punem com detenções ou o mandam para isolamento por fazer o que sua mãe descreve como "comentários inadequados". Na série, Jamie e seus colegas usam uma linguagem associada à "machosfera" ? sites e fóruns online que promovem misoginia e oposição ao feminismo ? e à cultura incel. Incels, abreviação de involuntary celibates (celibatários involuntários), são homens que culpam as mulheres por sua incapacidade de encontrar uma parceira sexual. Essa ideologia tem sido associada a ataques terroristas e assassinatos nos últimos anos. Para surpresa de seus pais, "incel" não era um termo familiar para Ben, e seu pai, Martin, precisou explicá-lo enquanto assistiam ao programa. "As pessoas só chamam umas às outras de 'virgens'. Nunca tinha ouvido 'incel' antes", diz Ben. Ele sugere que o termo pode ter "sumido" das redes sociais dos jovens nos últimos anos, refletindo a rapidez com que as conversas online evoluem. Incels, redpills e mais: os termos da série 'Adolescência' sobre a cultura de ódio a mulheres 'Adolescência': como surgiu a sinistra 'machosfera' retratada pela série O que acontece quando adolescentes abrem mão de seus smartphones Ben conta aos pais que reconhece alguns elementos da série, como as brigas e o cyberbullying na escola. No entanto, ele acha que a série apenas dá um "retrato aproximado" da vida de um adolescente hoje em dia e que foi feita, principalmente, para "um adulto que não está online". Por exemplo, segundo ele, o programa ignora o lado positivo das redes sociais. Além disso, alguns detalhes ? como os supostos códigos secretos de emojis usados por crianças ? parecem irreais. Por essa razão, Martin, que diz ter gostado da tensão dramática da série, também sente que o programa explora o "pior pesadelo" dos pais em relação ao uso do celular pelos filhos, favorecendo o choque e o drama em detrimento do realismo para provocar uma reação nos adultos. Ben acredita que série não mostra lado bom das redes sociais Netflix via BBC Andrew Tate, influenciador e figura central no obscuro mundo online da machosfera, é mencionado pelo nome na série e tem sido motivo de grande preocupação entre pais e professores. No entanto, Ben diz que, embora Tate tenha sido "popular" em sua escola há cerca de dois anos, agora ele já é "coisa do passado". Ben percebeu como Tate mistura saúde e bem-estar com política. "Algumas coisas que ele fala, como 'se exercite por uma hora por dia' ? ok, isso está certo. Mas aí ele combina isso com ideias de extrema-direita, como 'o homem deve sair para trabalhar e a mulher deve ficar em casa'", explica Ben. Ambos os pais concordam que Tate não é o culpado pela misoginia. Para eles, ele é apenas um sintoma de "um problema social maior". Meninos e meninas podem ser amigos? Esse problema é representado de forma marcante na visão sombria que Adolescência apresenta sobre as amizades entre meninos e meninas na era das redes sociais. O protagonista, Jamie, não tem amigas e parece enxergar as relações com o sexo oposto por uma ótica de dominação e manipulação. Sophie está preocupada com o fato de que, no grupo de Ben, as interações entre garotos e garotas são distantes e impessoais. Ela comenta que seu filho não tem muitas oportunidades de conviver com meninas da mesma idade e teme que ele esteja aprendendo a lidar com elas principalmente por meio das redes sociais. "É algo muito distorcido", diz. "Eles não sabem como agir uns com os outros." Então, ela faz uma pergunta ao filho: "Se você não sabe como falar com meninas quando está se sentindo estranho, se você pensa 'aff, não sei nem como me vestir', onde você procura ajuda?". "Online", responde Ben. "Então, é um ciclo sem fim", diz sua mãe. "É de lá que eles tiram as informações." Ben não se sente envergonhado de admitir que tem "usado o ChatGPT há uns dois anos" para obter esse tipo de conselho. "Ou o TikTok", acrescenta. Sophie diz que Ben aprendeu mais sobre amizade com o sexo oposto durante uma visita à casa de seu primo, que estuda em uma escola mista e tem amigas. Ela lembra que o primo de Ben o repreendeu depois que ele perguntou se o primo sentia atração por uma amiga. "Não lembro dele ter ficado irritado comigo assim, mas ok", diz Ben. Eles discutem suas diferentes lembranças do episódio até chegarem a uma versão em que concordam: "O primo dele disse algo como: 'Não, ela é minha amiga. Não penso nela dessa forma'", conta Sophie. "Isso foi uma revelação para ele", acrescenta. Virando-se para Ben, ela relembra: "Você voltou de lá dizendo: 'É muito melhor na casa do meu primo, meninos e meninas são amigos'". Compartilhamento de imagens íntimas Na série da Netflix, a vítima de Jamie, Katie, foi submetida a uma campanha misógina de bullying depois que um colega de classe compartilhou imagens íntimas dela sem o seu consentimento. A conversa de Jamie sobre o incidente com uma psicóloga infantil, interpretada por Erin Doherty, é um momento chave do aclamado terceiro episódio da série. Ben também já viu esse tipo de abuso de confiança entre seus colegas. "Tem um cara aqui perto, e [uma foto de] suas partes íntimas vazou em um grupo gigantesco com várias pessoas", ele diz. "Isso teve muita repercussão no TikTok." A série começa com um episódio em que a polícia interroga Jamie sobre imagens sexuais de mulheres adultas que ele compartilhou em sua página no Instagram, sugerindo a facilidade com que adolescentes podem acessar pornografia. Isso soa familiar para Ben, que acha que a pornografia é o "maior problema" entre seus colegas. Ele conhece meninos que são "viciados" nisso: "Eles dependem disso. Tem pessoas no meu ano que terão um dia péssimo a menos que assistam." Ben se agita um pouco enquanto fala sobre pornografia, olhando para a parede ou mexendo no celular. Ele parece mais à vontade falando sobre outras formas de conteúdo preocupante que os jovens encontram online. Ele estima que "um em cada 10" vídeos que assiste no celular contenha material perturbador, incluindo cenas de violência extrema. E os pais de Ben não têm ilusões de que seu filho está "seguro" só porque está no computador no andar de cima - ao contrário dos pais de Jamie na série. O que pode ser feito? Para Martin e Sophie, a solução está em oferecer às crianças mais oportunidades de "participar" da sociedade e construir sua autoestima. Eles dizem que também estão interessados em que seu filho tenha uma "ampla gama" de modelos masculinos para se inspirar. Ben, que parou várias vezes para olhar o celular durante a conversa, volta à discussão. Ele fica animado ao elogiar seus treinadores esportivos, cujos "valores morais muito fortes" ele admira. Os pais concordam, claramente satisfeitos com o entusiasmo do filho. Eles dizem que tentam preencher a vida do filho com atividades para tirá-lo do celular. Mas isso é caro, dizem eles, e coloca os estudantes mais pobres em desvantagem. Sophie fala sobre o personagem principal da série, Jamie: "Ele não tem esporte. Ele não se sente bem consigo mesmo. O pai dele desvia o olhar quando ele falha." Adolescência mostra que crianças com oportunidades limitadas para construir sua autoestima são mais "vulneráveis" às mensagens predatórias dos influenciadores misóginos, diz Sophie. Ambos os pais concordam que as empresas de tecnologia, o governo, as escolas e as famílias têm a responsabilidade de oferecer aos jovens uma alternativa convincente ao chamamento da machoesfera. Eles insistem que os pais não podem fazer isso sozinhos. Como Sophie diz: "É um tsunami e alguém me deu um guarda-chuva." Ben acredita que o que acontece online é frequentemente considerado irrelevante para o mundo real pelos adultos. Ele acha que isso é um erro; as redes sociais devem ser tratadas "como a vida real ? porque é a vida real", ele diz. *Todos os nomes nesta reportagem foram alterados. Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto

30/03/2025

VÍDEO: Foguete de startup alemã explode logo após o lançamento na Noruega

Segundo a empresa Isar Aerospace, objetivo da missão era coletar dados sobre o modelo e poderia terminar antes do previsto. Foguete de startup alemã explode segundos após lançamento na Noruega Um foguete de teste caiu e explodiu 40 segundos após decolar de um porto espacial norueguês neste domingo (30), no que a startup alemã Isar Aerospace descreveu como um teste inicial. Segundo a empresa, o projeto tem como objetivo impulsionar os lançamentos de satélites a partir da Europa. O foguete não tripulado Spectrum foi anunciado como a primeira tentativa de um voo orbital originado na Europa. Diversos países do continente, incluindo a Suécia e o Reino Unido, desejam garantir uma fatia do crescente mercado de missões espaciais comerciais. A Isar Aerospace, que havia alertado que o lançamento inicial poderia terminar antes do previsto, disse que o teste produziu dados abrangentes com os quais sua equipe pode aprender. Foguete da startup alemã Isar Aerospace explode logo após lançamento na Noruega Isar Aerospace/handout/NTB via Reuters Lançado do Porto Espacial Ártico de Andoeya, na Noruega, o Spectrum foi projetado para levar satélites pequenos e de médio porte pesando até uma tonelada, embora não tenha transportado carga útil em sua viagem inaugural. A missão tinha como objetivo coletar dados sobre o veículo de lançamento desenvolvido pela empresa, em um primeiro teste integrado de todos os seus sistemas, disse a empresa bávara na semana passada. Foguete Spectrum, da startup alemã Isar Aerospace, cai e explode após lançamento de base na Noruega Isar Aerospace/handout/NTB/via Reuters

30/03/2025

Como 'máfia do PayPal' e Elon Musk influenciam asilo de Trump a brancos da África do Sul

O presidente Donald Trump suspendeu a ajuda dos EUA à África do Sul e ofereceu asilo aos africâneres, a comunidade branca de origem holandesa no país africano, por considerar que eles sofrem discriminação racial - um discurso promovido por empresários da tecnologia como Elon Musk e Peter Thiel. Para especialistas, as medidas de Trump em relação à África do Sul têm relação com seus laços com figuras como Elon Musk Getty Images via BBC A relação entre os Estados Unidos e a África do Sul atravessa a sua pior crise em décadas. A Casa Branca expulsou o embaixador sul-africano em Washington, Ebrahim Rasool, que acusou a administração Trump de alimentar uma "insurgência supremacista" no Ocidente. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, justificou a medida chamando o diplomata de "agitador racial" que "odeia a América". Isto aconteceu depois de o presidente Donald Trump suspender a ajuda dos EUA à África do Sul e assinou uma controversa ordem executiva que oferece asilo nos EUA aos africâneres, a comunidade branca de origem holandesa no país africano, por considerar que eles sofrem discriminação racial. Em plena escalada do conflito, os especialistas atribuem a retórica e as medidas de Trump em relação à África do Sul aos seus laços com figuras influentes do mundo tecnológico, como Elon Musk e Peter Thiel. Estes empresários, que fazem parte da chamada "máfia do PayPal" pela ligação com a fundação da famosa empresa de serviços de pagamento, espalharam a ideia de que os sul-africanos brancos estão sob ameaça, e chegaram até a sugerir que o país africano é uma "prévia" do que poderia acontecer nos Estados Unidos se as políticas de diversidade avançassem. Analisamos o que está por trás desta ofensiva de Trump e qual o papel que Musk e outros magnatas da tecnologia ligados à África do Sul desempenham. Trump escala 'máfia do PayPal' para cortar gastos, incentivar IA e tomar Groenlândia Governo dos EUA declara embaixador da África do Sul persona non grata Trump e os sul-africanos brancos Numa ordem executiva assinada em fevereiro, Trump anunciou que os africâneres, descendentes de colonos holandeses que foram para a África do Sul no século 17, podem ser admitidos como refugiados nos Estados Unidos. Um mês depois, Trump estendeu o convite a todos os agricultores sul-africanos brancos, argumentando que o seu país era "um mau lugar para se estar neste momento". Desde então, pelo menos 70 mil sul-africanos manifestaram algum interesse em se exilar para os Estados Unidos, de acordo com a Câmara de Comércio Sul-Africana (Saccusa), com sede em Atlanta. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, nega que haja discriminação contra os brancos e sustenta que a reforma agrária procura corrigir desigualdades históricas Getty Images via BBC O presidente americano argumentou que os brancos são "vítimas de uma discriminação racial injusta" promovida pelo governo sul-africano, numa referência a uma nova lei que permite a expropriação de suas terras sem indenização em caso de interesse público. "Trump tem uma visão alinhada com grupos de pressão como o AfriForum e setores de proprietários de terras na África do Sul, que promovem a narrativa de que na África do Sul há violência punitiva e políticas redistributivas de um governo de maioria negra contra uma população minoritária branca, em retaliação ao apartheid", explica Ryan Cummings, diretor da consultoria política e de segurança Signal Risk, à BBC Mundo. O apartheid foi o regime de segregação racial que durou até 1994 na África do Sul, onde a minoria branca dominava o país e promovia políticas discriminatórias contra os negros, como a proibição de frequentar certos espaços. A oferta de boas-vindas de Trump aos brancos sul-africanos, a suspensão da assistência econômica que os Estados Unidos prestavam à África do Sul através de vários programas e a expulsão do embaixador Rasool agravaram a crise já existente entre os dois países. "As relações entre a África do Sul e os Estados Unidos têm sido tensas há vários anos devido à nossa postura de política externa, na qual nos aproximamos de países como China e Irã", afirma o especialista sul-africano. Cummings também observa que "a decisão da África do Sul de levar Israel ao Tribunal Internacional de Justiça de Haia (alegando genocídio em Gaza) atraiu uma atenção significativa da administração Trump para as nossas políticas externas e também para as nossas políticas internas". "Em resposta, Trump quer destacar à comunidade internacional que o mesmo governo que está levando Israel a um tribunal internacional por alegadas violações dos direitos humanos está infringindo esses mesmos direitos humanos dos seus próprios cidadãos", acrescenta. Por sua vez, o sociólogo Patrick Bond, diretor do Centro para a Mudança Social da Universidade de Joanesburgo, sublinha que o caso da África do Sul contra Israel em Haia causou "particular raiva" nos Estados Unidos, uma vez que "os dois principais tribunais internacionais não só condenarão Israel, mas implicarão os seus parceiros no crime em Washington, Berlim, Londres e Bruxelas após a conclusão das deliberações sobre o genocídio". Leia também: Trump diz que EUA 'precisam' da Groenlândia e volta a falar em ter controle da ilha Governo Trump vai abrir investigação contra Disney por políticas de diversidade Manifestantes brancos agradecem a Trump num comício em Pretória em fevereiro passado Getty Images via BBC Os brancos são discriminados na África do Sul? Uma das questões que foram levantadas como resultado desta controvérsia é se os africâneres e a população branca em geral sofrem realmente discriminação e perseguição na África do Sul. Mais de 30 anos após o fim do apartheid, os brancos, que representam pouco mais de 7% da população dos cerca de 63 milhões de habitantes da África do Sul, possuem cerca de 70% das terras privadas, de acordo com um relatório de 2017 do Departamento de Desenvolvimento Rural e Reforma Agrária. Além disso, um sul-africano branco é, em média, cerca de 20 vezes mais rico do que um negro, de acordo com um estudo de 2023. Desde o fim do apartheid em 1994, a África do Sul tem sido governada por administrações de maioria negra lideradas pelo Congresso Nacional Africano (ANC), que implementaram políticas e leis de ação afirmativa - também chamadas de discriminação positiva - para compensar as desigualdades raciais históricas. "Na África do Sul, devido à nossa história, porque o racismo foi legislado em todas as esferas políticas, sociais e econômicas, tivemos de implementar certas políticas para resolver esses problemas, para resolver a desigualdade de rendimentos e a segregação racial que ainda persiste em muitas das nossas principais cidades e áreas rurais", diz Cummings. Na África do Sul, mais de 80% da população é negra, mas possui uma parte minoritária das terras e dos ativos econômicos do país Getty Images via BBC Sucessivos governos do ANC tentaram implementar reformas para redistribuir terras, um processo que tem progredido gradualmente. A lei recentemente aprovada permite ao Estado expropriar terras sem indenização em certos casos específicos, como quando são abandonadas, improdutivas ou obtidas de forma fraudulenta durante o anterior regime de apartheid. O professor Patrick Bond acredita que, apesar da reforma, "os brancos cujos antepassados ??roubaram terras e propriedades dos negros continuarão a se beneficiar de seus privilégios passados ??devido à natureza conservadora da reforma agrária pós-apartheid, à insuficiente dotação orçamentária para a aquisição de terras agrícolas e à privatização de serviços estatais como irrigação, eletricidade, serviços de extensão e conselhos de comercialização". Por outro lado, centenas de ataques violentos ocorrem todos os anos nas zonas rurais da África do Sul, geralmente perpetrados pela população negra e em muitas ocasiões causando a morte de agricultores brancos. "Foram apresentados como atos de violência cometidos por sul-africanos negros que atacam especificamente os africâneres ou brancos de origem africâner, e certos grupos afirmaram que a violência que ocorreu é uma espécie de prelúdio para um genocídio sistêmico, devo dizer, contra a comunidade branca africâner", explica Bond. Um relatório de 2022 do Instituto Sul-Africano de Relações Raciais (SAIRR) concluiu que estes homicídios afetaram tanto agricultores brancos como negros e, na maioria dos casos, estavam relacionados com roubos e conflitos laborais e não com ataques raciais. Isto ocorre num contexto de violência generalizada num país que há anos sofre uma grave crise de insegurança. Com mais de um terço da sua população desempregada, a África do Sul apresenta elevadas taxas de criminalidade, com uma taxa de 45,3 homicídios por 100 mil habitantes em 2023, uma das mais elevadas do mundo, segundo dados da polícia. Em 2023, último ano para o qual existem dados disponíveis, ocorreram 296 ataques a propriedades agrícolas, resultando em 50 assassinatos de agricultores e assalariados Getty Images via BBC A influência da 'máfia do PayPal' O forte foco de Trump na segurança e nos direitos dos brancos na África do Sul é atribuído, em parte, à influência de figuras importantes do seu ambiente, particularmente empresários ligados à indústria tecnológica. Elon Musk, Peter Thiel e David Sacks, membros da chamada "máfia do PayPal", têm expressado posições críticas sobre a situação na África do Sul e o rumo que o país tomou desde o fim do apartheid. O termo "máfia do PayPal" se refere a um grupo de ex-executivos e fundadores da plataforma de pagamentos online PayPal no início dos anos 2000, incluindo Elon Musk, Peter Thiel, David Sacks, Reid Hoffman e Max Levchin. Depois que a empresa foi vendida ao eBay em 2002, estes magnatas reinvestiram as suas fortunas para acumular enorme poder na indústria tecnológica do Vale do Silício, na Califórnia, e, mais recentemente, nos círculos políticos republicanos. Vários dos seus membros têm ligações com a África do Sul e a região: Musk e Sacks nasceram neste país, enquanto Thiel passou parte da sua infância na vizinha Namíbia. Peter Thiel, cofundador do PayPal e Palantir, doou 1,25 milhão de dólares para apoiar a campanha de Trump em 2016, embora não tenha contribuído para a campanha de 2024 devido a divergências sobre políticas culturais Getty Images via BBC O consultor Ryan Cummings acredita que "o poder desse lobby tem sido bastante significativo" no condicionamento da abordagem de Trump à África do Sul. "Durante anos houve várias delegações em Washington que defenderam a causa da comunidade africânder, sugerindo que os Estados Unidos precisam intervir na África do Sul pelo que consideram perseguição", explica. No caso específico de Elon Musk, ele tem sido uma das vozes mais ativas na denúncia da discriminação contra os brancos na África do Sul. O magnata nascido em Pretória em 1971 afirmou que as políticas do governo sul-africano são "abertamente racistas" e que os brancos são "sistematicamente excluídos" da economia e da vida pública. Ele também descreveu os assassinatos de agricultores como um "genocídio da população branca". "Para Elon Musk, a comunidade branca está sendo prejudicada por políticas governamentais que, na sua opinião, oferecem oportunidades preferenciais e tratamento especial aos sul-africanos negros", afirma Cummings. Desta forma, acrescenta, "muitos sul-africanos brancos, particularmente aqueles da geração de Musk que cresceram numa África do Sul em transição para a democracia, sentem que não foram cúmplices do apartheid, mas que estão sendo obrigados a pagar pelo que aconteceu décadas antes de nascerem". No entanto, tanto Cummings como o professor Bond acreditam que a principal fonte de frustração de Elon Musk é que as cotas raciais impostas pelo governo sul-africano o impedem de desenvolver livremente o seu negócio naquele país. "Musk quer atrair milhões de internautas sul-africanos para os seus satélites da Starlink dentro da SpaceX, mas não aceitará um parceiro negro com 30% de participação, conforme exigido pela lei de ação afirmativa deste país", explica Bond. Por outro lado, embora a sua família não seja africâner, Musk "cresceu num ambiente masculino branco cujo objetivo era criar a próxima geração de líderes colaborativos do apartheid e corporativos", acrescenta Cummings. "Há muitas almas prejudicadas nessa geração, cujo medo e desprezo pela democracia são muitas vezes explícitos", diz ele. As doações milionárias às campanhas republicanas e o apoio aberto a Trump teriam dado a Musk e a alguns dos seus antigos parceiros do PayPal uma influência notável na atual administração dos EUA, ao ponto de conseguirem posicionar algumas das suas visões sobre raça e globalização na agenda do presidente. Tendo em conta que defendem ideias libertárias, sua adesão à causa dos africâneres ultrapassa os limites da África do Sul e responde, segundo os especialistas, a uma visão mais ampla: a promoção da narrativa da "supremacia do mérito" que rejeita políticas de equidade e diversidade racial. Os promotores desta narrativa consideram o caso da África do Sul ? onde são impostas cotas raciais para beneficiar a população negra ? um alerta sobre o que poderá acontecer se as políticas progressistas continuarem a avançar no Ocidente e, especificamente, nos Estados Unidos. Vice-presidente dos EUA visita Groenlândia em meio a ameaças de Trump para anexar território

29/03/2025

Cursos de 'IA do job' têm promessa de dinheiro fácil e até incentivo a usar fotos sem autorização

'IA do job' é como se chama a criação de vídeos de conteúdo adulto com modelos virtuais. Atividade tem sido divulgada no TikTok e no Instagram como fonte de renda fácil. Cursos de 'IA do job' prometem dinheiro e ensinam a usar fotos de modelos sem autorização "Imagine um modelo de negócio que funciona sem você precisar levantar um dedo, gerando renda enquanto você dorme." Com essa frase, o curso "Cafetão digital" busca atrair alunos interessados em criar modelos virtuais para conteúdo adulto. A prática faz parte de uma tendência conhecida como "IA do job" ou "garota do job", que vem ganhando espaço em redes como Instagram e TikTok, como o g1 já mostrou. Esses materiais, que incluem fotos e vídeos gerados por inteligência artificial (IA), são comercializados em plataformas como OnlyFans, Privacy e Fanvue. A palavra inglesa "job", que significa "trabalho", é usada por jovens, especialmente nas redes sociais, como gíria para se referir a garota de programa ou prostituição. Capa do curso 'Cafetão Digital' do 'Gui do Hot' Reprodução A popularidade das "IAs do job" levou ao surgimento de diversos cursos que prometem ensinar a criar modelos virtuais e lucrar rapidamente com esse mercado. Só que quem conseguiu levantar uma grana com esse tipo de conteúdo diz que o dinheiro não vem tão fácil assim. O g1 encontrou ao menos nove cursos sobre o tema e teve acesso a três deles, todos com conteúdo por escrito ou pré-gravado. Eles custaram entre R$ 30 e R$ 48, e alguns são divulgados no TikTok e no Instagram. Um deles ensina a usar a técnica de deepfake, incentivando alunos a aproveitarem vídeos de mulheres reais retirados do Instagram para trocar apenas seus rostos por outros, usando IA. Cursos curtos e básicos Guilherme Kupke, conhecido como "Gui do Hot", é um dos mais conhecidos criadores de conteúdo sobre o assunto. É dele o curso "Cafetão digital ? do zero ao avançado", que custa R$ 47,90. Em seu site, o criador afirma que seus alunos podem faturar entre R$ 100 e R$ 500 por dia com as "IAs do job". No Instagram, ele escreve legendas como: "Curtir a festa enquanto minha modelo do job faz vendas no automático pros veio tarado". 'Gui do Hot' divulga seus supostos ganhos no TikTok Reprodução/TikTok Mas o curso não fala nada sobre faturamento e nem ensina como criar e editar uma "garota do job". A maior parte são dicas genéricas, como: "Homens mais velhos não são como qualquer outro público. Eles têm suas próprias camadas de experiências, de histórias não contadas, de desejos reprimidos. O segredo está em entrar nesses recessos obscuros, onde eles se escondem, e ativar aquilo que eles nem sabem que ainda desejam". No site Reclame Aqui, uma pessoa disse "que o conteúdo [do 'Gui do Hot'] é insatisfatório, com falas vagas, sem cumprir a promessa de ensino efetivo". "Me senti enganada, pois não cumpre o prometido. O método não ensina nada, não tem aulas explicativas, somente 4 vídeos", disse outro consumidor. Este foi o único dos três cursos que não estava hospedado em nenhuma plataforma de aulas. Os quatro vídeos com menos de 10 minutos cada e um PDF, que compõem o material, foram acessados por meios de links do Drive ? a nuvem do Google. O g1 tentou contato com Guilherme pelo e-mail divulgado no curso, mas não teve retorno. O mesmo aconteceu com "Thiago do Hot". O curso dele custa R$ 39,90 e dura apenas 9 minutos e 33 segundos. É Thiago que recomenda baixar um vídeo real de uma mulher no Instagram e utilizá-lo como base para criar um "clone", alterando exclusivamente o rosto (veja na imagem abaixo). Em nenhum momento o curso indica a importância de ter o consentimento dessas mulheres, apesar de alertar para um risco e dar uma "dica" para reduzir a possibilidade de alguém reclamar. "Pegue uma modelo de fora do Brasil, porque, se você pegar uma brasileira, pode dar problema para você. Então, escolha um perfil de fora, pois o risco é menor, mas ainda assim pode gerar dor de cabeça", diz ele na aula. Curso ensina a usar conteúdo real para criar uma 'IA do job' Reprodução O uso de fotos de terceiros para criar avatares, especialmente em contextos sexuais, pode violar direitos de imagem, honra e privacidade, alerta Vinicius Padrão, advogado de direito digital da Rennó Penteado Sampaio Advogados. "É uma exposição indevida que pode trazer consequências jurídicas sérias para quem produz ou distribui esse tipo de conteúdo", completa Vinicius. O material de "ensino" de Thiago está hospedado na Cakto, uma plataforma de aulas. Ele também recomenda disponibilizar os "packs" (pacotes de vídeos) de "IA do job" nesse mesmo site. A Cakto disse ao g1 que conteúdos envolvendo nudez ou práticas que violem direitos de imagem não são permitidos em seu site. A empresa informou que a conta de "Thiago do Hot" infringiu as normas da plataforma, "tendo sido bloqueada imediatamente". Outro destino citado por ele para os vídeos eróticos de IA é a Kirvano, além do Only Fans. A Kirvano disse que "não compactua com esse tipo de prática e, se há algum ensinamento indevido, ele é imediatamente descartado". Não é a primeira vez que Cakto e Kirvano se envolvem em polêmicas. Em novembro de 2024, o g1 revelou que a Cakto enviava kits com bebidas alcoólicas para influenciadores mirins, que desdenhavam da educação e diziam ganhar mais que médicos vendendo cursos para ser influenciador. Em dezembro do mesmo ano, Ruyter Poubel, um dos fundadores da Kirvano, foi alvo de uma operação da Polícia Civil de SP. Ele vendia cursos sobre como faturar com o "jogo do tigrinho" e lucrava com as perdas dos seguidores recebendo um tipo de comissão paga pela casa de apostas, segundo as investigações. O OnlyFans só permite postar conteúdo erótico com modelos de IA se os usuários forem avisados disso. Mas, para criar um perfil, é preciso ser uma pessoal real. Alguns criadores falam sobre burlar essa regra criando uma IA a partir da foto da pessoa. Procurada pelo g1, a plataforma disse que seus sistemas são projetados para detectar imagens adulteradas ou modificadas, impedindo a aprovação dessas contas. "Qualquer tentativa de contornar essas verificações é estritamente contra nossas políticas e tomamos medidas rápidas para fazer cumprir nossos termos", acrescentou o OnlyFans. O terceiro curso de "IA do job" ao qual o g1 teve acesso custa R$ 29,90 e estava hospedado em outra plataforma de aulas, a Hotmart. Mas o site afirmou que identificou que o produto em questão viola os termos de uso da plataforma e o removeu. "A empresa reitera que conta com um canal de denúncia de produtos que possam vir a infringir nossas políticas", completou a Hotmart. O responsável por esse curso é identificado como Jorge Wellington, segundo a plataforma. No YouTube, onde também dá aulas sobre criação de "IA do job", ele se apresenta como "O Polimorfo". O g1 procurou o YouTube, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. As aulas são disponibilizadas semanalmente ? de oito vídeos no total, só foi possível assistir a dois até a publicação da reportagem. Jorge Wellington não aparece nos vídeos e utiliza uma mulher virtual criada por inteligência artificial para explicar como ganhar dinheiro com "IAs do job" (veja na imagem abaixo). Curso de 'IA do job' de Jorge Wellington ("O Polimorfo") é liberado uma vez na semana. Reprodução/Hotmart As duas primeiras aulas disponíveis têm pouco conteúdo e são apenas introdutórias, mencionando uma plataforma de IA que será utilizada nas aulas seguintes. Wellington chegou a retornar o contato do g1, mas não respondeu às perguntas enviadas até a publicação da reportagem. Muita promessa, pouco retorno Até quem já fatura nesse ramo alerta que as promessas desses cursos podem levar à frustração. O g1 conversou com Elaine Pasdiora e Elisabete Alves, que têm suas "garotas do job" e afirmam trabalhar corretamente nesse universo. Elas disseram que, embora muitas pessoas estejam investindo e pesquisando sobre as "IAs do job", o retorno financeiro não é imediato. "Quando algo vira tendência, todo mundo quer seguir essa onda, e é aí que surgem esses gurus com a promessa de ganhar muito dinheiro, mas não é bem assim", disse Elisabete. "Muita gente está desistindo. Vi em um grupo várias pessoas desmotivadas porque não estão vendendo ou porque o retorno está demorando. Em compensação, está crescendo a procura por criar garotas como influenciadoras para vender produtos", disse Elaine Pasdiora. Ela entrou no universo das IAs em janeiro de 2025. Desde então, afirma ter faturado R$ 651 com a "Talita", sua "IA do job", no site brasileiro LinkPriv e US$ 338 (cerca de R$ 2 mil) no Uncove. Mas disse que a maior parte do que obteve, R$ 17.300, veio da venda de seu curso para criar uma personagem. Morando em Portugal, Elisabete, designer gráfica e profissional de TI, também não obtém muito dinheiro nesse tipo de negócio. A assinatura da sua "garota do job" custa apenas US$ 7 por mês (cerca de R$ 40), o que contrasta com as promessas de altos ganhos feitas pelos cursos. 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha Foto da íris: criptomoeda desvaloriza 50% desde lançamento de projeto no Brasil

29/03/2025

'Adolescência': como surgiu a sinistra 'machosfera' retratada pela série

Série da Netflix sugere que adolescente foi radicalizado online por meio de ideias misóginas que se espalharam além das fronteiras da internet. Owen Cooper foi elogiado por sua atuação como Jamie, de 13 anos, em 'Adolescência' Divulgação/Netflix No centro da aclamada série da Netflix, Adolescência, há uma pergunta perturbadora: O que leva um adolescente de 13 anos a assassinar sua colega de escola? Uma das respostas parece estar na chamada "machosfera". Cunhado pela primeira vez em 2009, este termo descreve uma rede de comunidades de interesse masculino online. Inclui grupos com um variado espectro de ideologias ? desde acreditar que os homens não têm poder institucional até visões mais extremas e misóginas. Mas agora a machosfera ultrapassou os limites da internet, com seu conteúdo extremo sendo recompensado por algoritmos de rede social e alcançando uma audiência que antes não era possível. Influenciadores de masculinidade, como Andrew Tate, agora são famosos no mundo todo. O roteirista de Adolescência, Jack Thorne, mergulhou a fundo na internet para pesquisar a machosfera para a série. "Percebi que havia algo realmente atraente nela", disse ele ao programa Newsnight, da BBC. "Não se trata apenas de Andrew Tate. Essas ideias estão por toda parte." De acordo com especialistas, influenciadores e grupos estão explorando o colapso da comunidade e a lacuna deixada pelos desafios sociais e econômicos enfrentados pelos jovens. 'Um aluno fez um deepfake pornô meu, e minha vida virou de cabeça para baixo' Governo lança guia sobre uso de celulares e outros dispositivos por crianças e adolescentes Reação contra o feminismo Na década de 1970, durante a segunda onda do feminismo, que se concentrava em questões de igualdade e discriminação, o ativista americano Warren Farrell se tornou uma voz de destaque no Movimento de Libertação dos Homens, uma organização feminista masculina. Ele acreditava que os papéis de gênero e o patriarcado também prejudicavam os homens. No entanto, quando as feministas chamaram a atenção para a epidemia de violência contra as mulheres praticada por homens, os dois movimentos entraram em conflito, explica Debbie Ging, acadêmica que estuda a machosfera. Farrell passou a acreditar que as feministas estavam mais interessadas no poder do que na igualdade ? uma visão que repercutiu entre um número cada vez maior de homens. O Movimento de Libertação dos Homens se fragmentou à medida que Farrell e outros se desiludiram com o feminismo. Durante a década de 1990, Farrell escreveu livros afirmando que os homens estavam sendo oprimidos, que a violência doméstica era uma via de mão dupla, e que as mulheres eram culpadas pela desigualdade salarial. Essas ideias foram compartilhadas nos primeiros fóruns online, e muitos dos atuais ativistas dos direitos dos homens consideram esse momento como sua pedra angular, diz Ging. O que acontece quando adolescentes abrem mão de seus smartphones Instagram restringe contas de adolescentes; pais poderão controlar configurações dos perfis Os fóruns da década de 1990 Em fóruns online, incels culpam as mulheres por sua solidão BBC/Getty Images Com a ascensão da internet nos anos 1990, os ativistas dos direitos dos homens usaram o ambiente online para criar fóruns e salas de bate-papo. No início, os grupos não eram todos tóxicos. Diante da dificuldade em estabelecer relações afetivas, uma estudante queer criou o primeiro fórum online para "incels", abreviação em inglês para "celibatários involuntários". O fórum começou como um espaço aberto para todos, disse a criadora à BBC em 2018. Mas, à medida que cresceu, a moderação diminuiu. O rumo da conversa descambou para o sexismo, e novas comunidades foram formadas usando o termo incel. Em vez de um espaço para discutir problemas de relacionamento, os homens culpavam as mulheres por sua solidão. No outro extremo do espectro, estavam os fóruns de "profissionais da sedução", comunidades online em que os homens discutiam estratégias para atrair mulheres, chamando a si mesmos de "alfas", termo usado para indicar masculinidade. Lisa Sugiura, especialista em crimes cibernéticos que escreveu um livro sobre a história da machosfera, afirmou à BBC que, assim como os fóruns incel, esses grupos logo se tornaram repletos de ideias misóginas. "No início, eles compartilhavam dicas e técnicas para conquistar mulheres", diz ela. "Mas o que eles estavam sugerindo era que as mulheres não tinham poder de decisão, que não tinham o direito de dizer não." Incels ganham espaço A machosfera começou a ganhar força com o advento das redes sociais. Os incels se reuniram no Facebook, YouTube e Reddit ? e tiveram acesso a públicos maiores. Os grupos começaram a se unir e a pegar emprestada a ideologia uns dos outros para ganhar mais apelo. Um dos pilares destas comunidades era a crença de que as chances de namoro não eram favoráveis para os homens. A "regra 80/20", mencionada na série Adolescência, argumenta que 80% das mulheres são atraídas por 20% dos homens? uma alegação originalmente baseada em uma pesquisa mal interpretada. Se os homens aderissem a essa ideologia, eles teriam "tomado a pílula vermelha" ? uma referência do filme Matrix, que indica "despertar" para as injustiças da sociedade. Ging diz à BBC que essas redes criaram uma nova forma de ativismo político contra o feminismo. "Vimos caças às bruxas digitais que advertiam as mulheres sobre as consequências de transgredir certos limites." Em 2014, comunidades da machosfera organizaram uma campanha de ódio contra mulheres da comunidade de games, praticando doxing (publicação de dados privados) e fazendo ameaças. Naquele mesmo ano, a machosfera passou dos fóruns online para a violência no mundo real. Em Isla Vista, na Califórnia, Elliot Rodger, um jovem de 22 anos que se autodenominava incel, matou seis pessoas e feriu 14 em uma tentativa de "punir" as mulheres que o rejeitaram. Este foi o primeiro de uma série de ataques de grande repercussão ligados a essas comunidades. Sugiura afirma que esses ataques encorajaram os membros dos fóruns e salas de bate-papo mais radicais, que "agora comemoram toda vez que há um caso de grande repercussão de uma mulher sendo assassinada". Embora estes grupos tenham ganhado notoriedade, eles permaneceram à margem da internet. Ideias extremas 'palatáveis O roteirista de Adolescência, Jack Thorne, disse à BBC que os influenciadores de masculinidade fazem parte de um ecossistema de questões que afetam o adolescente no centro da série BBC/Netflix As plataformas de rede social que priorizavam vídeos curtos impulsionaram os temas de discussão da machosfera para o mainstream por meio de influenciadores como Andrew Tate, que se autodenomina misógino. Ele está enfrentando acusações criminais no Reino Unido por comportamento sexual impróprio. Os influenciadores da machosfera compartilham ideias extremas, pegando emprestados conceitos das comunidades incel e de profissionais da sedução. Mas agora eles associam isso a conselhos de autoajuda, condicionamento físico e finanças, muitas vezes oferecendo soluções simples para questões complexas por meio da venda de produtos ou cursos. Sugiura sugere que foi assim que os influenciadores tornaram essas mensagens extremas mais palatáveis. "A machosfera não se trata apenas de misoginia e ódio. Ela é apresentada de uma forma que parece ser sobre autoajuda e evolução pessoal", explica. Ela também preenche uma lacuna para os homens jovens que buscam uma comunidade e, de acordo com Sugiura, sentem a pressão para se adequar à imagem de um homem masculino, sem ter espaço para falar sobre sua solidão, depressão e ansiedade. Jack Thorne, roteirista da série Adolescência, disse ao programa The One Show, da BBC, que os influenciadores de masculinidade fazem parte de um ecossistema de questões que afetam o adolescente no centro da série. "É sobre pais que não enxergaram ele, um sistema escolar que o deixou na mão, e as ideias que ele consumiu. Essa é uma família comum, e esse é um mundo comum. É realmente preocupante o que é possível neste momento." Veja mais: Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto

28/03/2025

Elon Musk vende X para sua própria empresa de inteligência artificial e vira meme

xAI, fundada em 2023, passou a ser avaliada em US$ 80 bilhões, segundo o bilionário. Internautas fazem piadas de Elon Musk Reprodução/X Elon Musk, dono do X, anunciou nesta sexta-feira (28) que a rede social foi vendida para a xAI, sua própria empresa de inteligência artificial. O bilionário, que é responsável pelos dois lados do negócio, virou meme por conta do anúncio (veja mais abaixo). Ele afirmou que a transação somará a experiência da xAI em inteligência artificial com o alcance do X. E disse que a empresa combinada continuará com a "missão principal de buscar a verdade e avançar o conhecimento". A xAI foi fundada em 2023, pouco depois de Musk assinar uma carta pedindo pausa nos treinamentos em sistemas de inteligência artificial. Em fevereiro, a empresa lançou o Grok 3, um robô que concorre com o ChatGPT e está integrado ao X. Musk afirmou que a combinação avalia a xAI em US$ 80 bilhões e o X em US$ 33 bilhões. A rede social tem ainda uma dívida de US$ 12 bilhões, segundo o bilionário. "Hoje, oficialmente damos o passo para combinar os dados, modelos, computação, distribuição e talento", disse Musk. "A empresa combinada fornecerá experiências mais inteligentes e significativas para bilhões de pessoas, ao mesmo tempo em que permanecerá fiel à nossa missão principal de buscar a verdade e avançar o conhecimento", continuou o bilionário. Musk comprou o X, antigo Twitter, em US$ 2022 por US$ 44 bilhões. Sob sua gestão, a plataforma deixou de ser listada na bolsa de valores e se transformou em uma empresa de capital fechado. Ele defendeu que, em seu comando, a empresa se tornou uma das mais eficientes do mundo e conta agora com 600 milhões de usuários. Em setembro de 2024, a Fidelity, uma das investidoras do X, estimou que o valor da plastaforma teria caído quase 80% sobre ao valor pago por Musk. Mas, há algumas semanas, investidores voltaram a avlaiar a empresa em US$ 44 bilhões, segundo o jornal americano Financial Times. O X também conseguiu levantar US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos em março, segundo a Bloomberg. LEIA TAMBÉM: Elon Musk e Twitter: a cronologia da primeira negociação até a compra da rede social 'Usaram minha imagem em vídeo falso com IA para vender chá milagroso' O que é o Signal, aplicativo usado pelo governo Trump para discutir planos de guerra Usuários do X fazem memes de Elon Musk Reprodução/X Usuários ironizam anuncio de Musk de venda de X para sua própria empresa Reprodução / X Memes depois de Musk anunciar venda de X para sua empresa. Reprodução/X

28/03/2025

X apresenta instabilidade nesta sexta-feira

Rede social deixou de mostrar tuítes para alguns usuários. Problema durou cerca de uma hora, segundo Downdetector, site que monitora falhas em plataformas na internet. Rede social X, do bilionário Elon Musk AP Photo/Rick Rycroft A rede social X apresentou instabilidade na tarde desta sexta-feira (28), com um erro que a impedia de mostrar tuítes para muitos usuários. No site Downdetector, que monitora falhas em redes sociais, as notificações sobre o erro começaram por volta das 15h30 (horário de Brasília). Elas voltaram ao padrão normal cerca de uma hora depois. O g1 perguntou ao X o que causou a falha, mas não houve retorno da plataforma. Falha na rede social X, em 28 de março de 2025 Reprodução

28/03/2025

Anatel deve decidir na próxima quinta expansão da Starlink no Brasil; empresa Musk quer operar mais 7,5 mil satélites

Empresa do bilionário oferece internet a lugares de difícil acesso, como áreas rurais e isoladas. Pedido de ampliação no número de satélites autorizados foi feito em 2023. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve analisar, na quinta-feira (3), o pedido da Starlink para aumentar o número de satélites em operação no Brasil. A empresa quer expandir a operação com mais 7,5 mil satélites. O pedido entrou na pauta da próxima reunião do conselho diretor da Anatel. O relator do processo, conselheiro Alexandre Freire, publicou o relatório em fevereiro para análise prevista ainda naquele mês, o que não ocorreu. Funcionária configura um roteador da Starlink para fornecer internet a uma loja de chocolates na Ilha do Combu, em Belém Alessandro Falco/Bloomberg/Getty Images via BBC No documento, Freire relata que o pedido de ampliação foi feito pela Starlink em dezembro de 2023. Segundo dados de setembro, publicados por Musk, a empresa tem 6.350 satélites em órbita. ?Para operar no Brasil, qualquer empresa de internet por satélite precisa de autorização da Anatel. A Starlink já tem permissão para oferecer os serviços no país. Como funciona a Starlink O que é e como funciona a Starlink, serviço de internet de Elon Musk A empresa opera satélites "não geoestacionários" ou de "baixa órbita". Esses equipamentos são vistos como uma solução para oferecer internet mais rápida a lugares de difícil acesso, como áreas rurais e isoladas. Os satélites da Starlink ficam em órbita terrestre baixa, a uma altitude de cerca de 550 quilômetros, o que significa que eles estão próximos da Terra, tornando o envio de sinal bem mais rápido. Para comparação, os satélites geoestacionários ficam a uma distância de 35 mil km. Segundo a Starlink, os satélites se movem automaticamente para evitar colisões com lixos espaciais. Também há sensores de navegação para que os equipamentos possam encontrar a melhor localização, altitude e orientação para envio de sinal de internet. Quem lança os satélites é a própria SpaceX, companhia da qual a Starlink faz parte. Acordo com concorrente Em novembro de 2024, durante a visita do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil, a Telebrás celebrou um acordo com a chine SpaceSail, concorrente de Musk. Os termos do acordo sinalizam a intenção de cooperação entre a Telebras e a SpaceSail, caso a chinesa passe a operar no Brasil. Contudo, o negócio entre as empresas ainda não está selado. "Estamos construindo aqui esse acordo para que eles possam estar o mais breve possível podendo estar ofertando esse serviço desde que cumpram todas as regras de legislação e regulatórias que eles vão estar tramitando na agência com o devido processo legal para estar sendo autorizado pela agência a operar", disse o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, na ocasião. Para operar no país, a SpaceSail vai precisar abrir um CNPJ e entrar com a documentação na Anatel --responsável por autorizar a empresa a prestar serviços no Brasil. Segundo o ministro, a chinesa tem 40 satélites em órbita e pretende lançar mais 648 nos próximos 14 meses. Até 2030, a empresa pretende ter 15 mil satélites orbitando o planeta.

28/03/2025

Governo Trump usa IA para ridicularizar prisão de imigrante e é criticado: 'desumano'

Postagem utilizou inteligência artificial para imitar o estilo da produtora de animação japonesa Studio Ghibli. Casa Branca publica meme zombando de imigrante presa Reprodução A Casa Branca publicou um meme em suas redes sociais nesta quinta-feira (27) zombando de uma imigrante que foi detida e deportada sob a acusação de tráfico de drogas, segundo o governo de Donald Trump. A postagem foi criada com uma ferramenta de inteligência artificial que imita o estilo da produtora de animação japonesa Studio Ghibli, acompanhando uma tendência que viralizou nas redes nos últimos dias. O post foi criticado e classificado como "desumano" por alguns usuários, enquanto apoiadores de Trump elogiaram a publicação. A imagem mostra uma mulher algemada chorando copiosamente, vestindo calça de moletom cinza, suéter preto justo e uma rede na cabeça, como um acessório. Ao lado dela, um agente com uniforme verde cáqui a observa. Ao fundo, uma bandeira dos Estados Unidos. O meme é acompanhado por um texto da Casa Branca datado de 18 de março, com o título "Traficante de fentanil detida". Junto ao texto, há duas fotografias da imigrante com as mãos algemadas para trás. Em uma delas, ela parece chorar. "Virginia Basora-González, uma criminosa estrangeira previamente deportada e condenada por tráfico de fentanil, foi presa por entrar novamente de forma ilegal nos EUA. Ela chorou ao ser presa (foto em anexo)?, diz a publicação de 18 de março. Postagem é alvo de críticas A postagem gerou críticas nas redes. ?A falta de humanidade desse perfil é espantosa?, escreveu um usuário no Instagram. Outro afirmou que a Casa Branca está ?literalmente desumanizando? as pessoas com a utilização da caricatura. Initial plugin text ?É assim que o fascismo começa. Vocês desumanizam grupos inteiros de pessoas, incluindo sua oposição, até que tenham controle total sobre uma população?, escreveu. ?Isso é abominável. Embora eu concorde que criminosos que estão aqui ilegalmente devam ser deportados, isso é tão impróprio da dignidade que a Casa Branca deve representar que não sinto nada além de nojo ao vê-lo. Isso não é algo que para se criar um meme. Faça melhor?, publicou outro. Por outro lado, apoiadores do governo comemoraram a publicação. ?Grande vitória! Mantenham o bom trabalho! Foi para isso que eu votei?, escreveu um deles. Vídeo mostra imigração prendendo estudante nos EUA

28/03/2025

Governo Lula propõe aumento de até 50% da pena na compra de celular roubado

Projeto, desenhado pelo ministro Ricardo Lewandowski, está sob análise do Palácio do Planalto; medida é tentativa de responder à crise de insegurança pública. Governo Lula propõe aumento de até 50% da pena na compra de celular roubado O Palácio do Planalto já analisa os detalhes de um projeto desenhado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que amplia em até 50% a pena para o crime de receptação de celulares, cabos e dispositivos eletrônicos roubados. A medida representa uma mudança concreta no discurso do governo federal. Há cerca de dez dias, Lula disse que não deixaria que o país se tornasse "a república dos ladrões" de telefones. Como antecipou o blog na semana passada, a Secretaria de Comunicação do Planalto detectou que boa parte da sensação de insegurança nas maiores cidades do país está caindo no colo do presidente, e não dos governadores, responsáveis constitucionalmente pela gestão das polícias e pelas políticas de combate ao crime nos estados. A partir daí, houve determinação para robustecer em diversas frentes, nos limites da atuação possível legalmente para o governo federal, políticas que demonstrassem recrudescimento no combate ao crime. LEIA MAIS Teve o celular roubado ou furtado? Veja como proteger acesso a apps de bancos 'Modo ladrão': como ativar proteção contra roubo no Android O projeto, que chegou na quinta-feira (27) ao Planalto, prevê um aumento de no mínimo um terço e no máximo metade da pena para o crime de receptação de dispositivos roubados, em especial celulares cabos e computadores com dados pessoais. Hoje, a pena é de um a quatro anos de detenção. O texto prevê a criação de uma nova hipótese de receptação qualificada e de uma nova causa de aumento relacionada ao produto do crime. No caso de receptação para atividade comercial ou industrial de aparelhos telefônicos, cabos e outros equipamentos referentes a serviços de telecomunicações, a pena mínima pode passar de 3 anos de reclusão para 4 anos (aumento de 1/3), ou 4 anos e meio (aumento de 50%); e a máxima, de 8 para 10 anos e 6 meses (aumento de 30%), ou 12 anos (aumento de 50%). A ideia é apresentar a medida como algo que tem impacto na segurança pública, mas também na economia. Segundo dados levantados pelo Ministério da Justiça --e que estão nas mãos do Planalto-- em 2023 foram quase 1 milhão de telefones roubados só de acordo com boletins de ocorrência, o que indica que o número pode ser maior. Ladrão joga mulher no chão na frente do filho dela para roubar celular Segundo o estudo que deu base à medida, esse tipo de crime, considerado de menor monta, passou a abastecer os cofres de grandes organizações criminosas. Além da ampliar a pena para o crime de receptação, o projeto desenhado por Lewandowski ainda prevê a criação do crime de "e furto qualificado", quando o crime é cometido por encomenda. Há ainda ampliação da punição para furto de cabos e roubo de sinal, em sinal de combate à atividade de milícias, que exploram o chamado gatonet. Polícia de SP faz operação para localizar celulares roubados e apreende mais de 10 mil aparelhos Divulgação/SSP

28/03/2025

Sinal digital de parabólicas antigas será desligado; veja como se preparar

Globo vai desativar esse sinal no próximo domingo (30). Para continuar assistindo aos programas da emissora, a principal solução é migrar para a nova parabólica. Entenda a relação entre 5G, o sinal de TV e antenas parabólicas em 5 pontos O sinal de TV que chega de parabólicas antigas, aquela grande e com furinhos, está prestes a ser encerrado pelas emissoras. A Globo vai desativar essa opção no próximo domingo (30). O limite é dezembro de 2025, mas cada emissora pode decidir parar de usá-lo antes dessa data. A Globo já desligou o sinal analógico das parabólicas antigas. Agora, fará o mesmo com o sinal digital que chega por meio delas. Se você usa essa antena, a melhor solução é migrar para a nova parabólica. Se você fizer parte do CadÚnico, cadastro de programas sociais do governo federal, e tiver uma parabólica antiga, é possível pedir a nova antena parabólica de graça até 30 de junho (saiba mais abaixo). Outras opções são antenas "espinha de peixe" ou internas, que recebem o sinal de TV por meio de uma antena terrestre em sua região, ou o Globoplay, que usa internet. GUIA DA PARABÓLICA: Quem pode pedir? Como funciona? Tire dúvidas sobre a mudança no sinal Por que o sinal da antiga parabólica será desligado? A mudança é necessária por causa da internet móvel 5G, que opera em faixas de frequência (ou bandas) próximas à do sinal da antiga parabólica. A faixa é como uma "estrada" no ar, por onde os sinais são enviados. Se dois sinais estiverem muito próximos, pode haver interferências, prejudicando a qualidade do serviço. O desligamento do sinal da antiga parabólica é um processo que vem sendo conduzido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por operadoras, por emissoras radiodifusoras e pela indústria desde 2021. ? Qual a diferença para a nova parabólica? A antena antiga é maior e opera na chamada Banda C, próxima à usada pelo 5G. Já a nova parabólica utiliza a chamada Banda Ku, que não tem interferência com a rede de internet. A parabólica nova pode ser apontada para satélites da Sky ou da Embratel, que têm ampla penetração no território brasileiro e são compatíveis com receptores digitais modernos, permitindo a continuidade dos serviços de forma estável e com melhor desempenho em relação à antiga parabólica. Como receber a nova parabólica de graça? É possível pedir a nova parabólica de graça se você atender aos dois requisitos abaixo: ter uma parabólica antiga/convencional que esteja funcionando; fazer parte do CadÚnico, que inclui beneficiários de programas sociais do governo federal como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica, ID Jovem, Carteira do Idoso e Minha Casa, Minha Vida. O agendamento pode ser feito pelo site www.sigaantenado.com.br ou pelo telefone 0800 729 2404. O equipamento é instalado gratuitamente pela Siga Antenado, entidade formada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo. Elas operam a principal frequência da internet 5G e, por isso, são responsáveis por financiar a troca de antenas. Em todo o país, cerca de 4,9 milhões de beneficiários do CadÚnico já trocaram as suas antenas de TV. A estimativa da Siga Antenado é que cerca de 600 mil pessoas ainda têm direito à troca gratuita. Diferença das antenas parabólicas para as digitais (3) Arte/g1

27/03/2025

Militar americano é acusado de usar Roblox e TikTok para receber fotos explícitas de menina de 9 anos

Segundo procuradores, o homem de 31 anos fingiu ter 13 para abordar a menina na plataforma e induzi-la a fazer imagens explícitas em troca de dinheiro. Roblox e TikTok Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil; Dado Ruvic/Reuters Um militar da Força Aérea dos Estados Unidos foi acusado de usar o TikTok e a plataforma de jogos Roblox para coagir uma menina de 9 anos a compartilhar fotos explícitas de si mesma, segundo informou a agência Associated Press. De acordo com os procuradores, David Ibarra, de 31 anos, usava as plataformas para fingir ser um menino de 13 anos. Ele foi processado na quarta-feira (26) em Nova York após ter sido preso em fevereiro no Alasca, onde servia à Força Aérea americana. Ainda de acordo com a acusação, Ibarra abordou a menina em agosto de 2024, quando a conheceu no TikTok. Ele teria convidado a criança para conversar no Roblox e, então, por SMS. O homem é acusado de ter feito a menina a fazer fotos e vídeos explícitos de si mesma por dinheiro. Ao todo, ele pagou US$ 191 (cerca de R$ 1.100) em 17 transferências, de acordo com os procuradores. Como ativar proteção para controlar tempo e atividade de seu filho na internet A mãe da menina descobriu as mensagens e se passou por uma irmã mais velha para conseguir mais informações sobre o homem. Os investigadores conseguiram identificá-lo por meio de uma selfie em que ele mostrou parte do rosto e registros sobre seu número de celular ajudaram . Em seu interrogatório, ele admitiu ter pagado a menina para receber as fotos e disse ter pensado que a vítima tinha 12 anos. A acusação afirmou ainda que ele confirmou ter coagido outras meninas a enviarem imagens explícitas. A Justiça determinou que ele fique preso enquanto responde às acusações. A Força Aérea informou que suspendeu o salário de Ibarra desde que ele foi detido, mas não há informações sobre outra penalização militar. Saiba como ativar proteção para controlar tempo e atividade de crianças no celular

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